Milionários na política: falta de educação formal reflete-se na linguagem repleta de erros de português

Júnior Friboi e Vanderlan Cardoso têm muitas semelhanças: ambos são milionários, não estudaram e, cansados do mundo dos negócios, onde foram bem sucedidos, procuram novas emoções na política.

Os dois, igualmente, querem governar Goiás.

Mas os dois compartilham uma característica que, na política, costuma render pontos negativos: são péssimos no português e se expressam com grande dificuldade, às vezes com frases que são simplesmente impossíveis de entender.

Júnior Friboi tentou superar a deficiência com uma frase de efeito: “Dizem que não sei falar. É verdade. Mas eu sei fazer”. Só que não pegou. O público parece acreditar que esse “sei fazer”, no caso da JBS, a maior empresa de carnes do mundo, deve-se muito mais aos irmãos Joesley e Wesley Batista do que a Júnior.

Vanderlan, de seu lado, finge que não é com ele. A sua tremenda dificuldade para se expressar, com recurso a cacos abundantes, também dificulta o entendimento do que ele quer dizer em seus discursos e entrevistas.

No Brasil, até hoje, só um político semi-alfabetizado deu certo – e deu muito certo: Lula. Mas um Lula não aparece todo dia, toda hora, em qualquer lugar.

E Lula vem do povo, cuja linguagem entende a fundo, ao contrário dos milionários Júnior e Vanderlan – que começaram a vida na pobreza, mas desde a adolescência estão envolvidos com negócios e longe das camadas populares.