Iris diz que, na ditadura, não quis se exilar. Uai, mas se exilar para quê e por quê? Ele nunca combateu os militares

Na entrevista autolaudatória de duas páginas que concedeu ao Diário da Manhã, nesta segunda-feira, Iris Rezende saiu-se como uma afirmação que é um verdadeiro absurdo: garante que, na época da ditadura, não quis ir para o exílio e corajosamente preferiu ficar em Goiás, “porque não tinha nada a temer”.

Mas, de fato, Iris não tinha mesmo “nada a temer”. Ele nunca fez oposição aos militares e, pelo contrário, enquanto estava na Prefeitura, se esforçou para ficar bem com eles, distribuindo nomes de almirantes e generais pelas principais praças de Goiânia. Mesmo assim, foi cassado, quando desapareceu de circulação e não participou de nenhuma ação, legal ou clandestina, contra o regime militar.

Iris falar na hipótese de exílio, portanto, seria uma piada não fosse um escárnio com os brasileiros verdadeiramente combatentes da ditadura, que foram perseguidos e obrigados a fugir do país para não serem mortos. Nenhum deles, aliás, defendido por Iris, seja na época, seja posteriormente.

Conivente com a ditadura, Iris se beneficiou de financiamentos rurais a juros subsidiados no Banco do Brasil e começou a sua carreira de milionário – dono, hoje, de um patrimônio de valor incalculável.