Doido de pedra: Alcides diz que deixou o Estado com R$ 100 bilhões em crédito

Com justiça, Alcides Rodrigues recebeu e conservará pela eternidade afora o título de pior governador da história de Goiás.

Além de não fazer nenhuma obra, não pagou a data-base do funcionalismo por quatro anos consecutivos, nunca reuniu o seu secretariado e não conseguiu atrair para Goiás nenhuma indústria de expressão.

O pior de tudo foi a herança maldita: estima-se que o déficit deixado por Alcides tenha alcançado a casa dos R$ 2,6 bilhões. No seu último mês, deixou de pagar mais de metade da folha do funcionalismo, desviando o dinheiro para pagar empreiteiras e gastos com publicidade.

Nesta terça-feira, Alcides apareceu na reunião convocada pelo empresário Vanderlan Cardoso, na sede do diretório regional do PSB. Acabou com o microfone na mão e, mais uma vez, despejou um discurso raivoso – o que seria até normal, na sua condição, já que hoje é um homem amargurado e um político solitário, depois de ter traído os amigos e companheiros que o ajudaram a se transformar em governador.

Mas Alcides foi além. Deu a impressão de que está doido de pedra. No discurso, inventou que deixou o Estado com R$ 100 bilhões em crédito – afirmação estapafúrdia, mesmo porque ele, na verdade, o que ele legou para o seu sucessor foi um rombo financeiro sem precedentes.

A informação sobre os R$ 100 bilhões em crédito está na matéria escrita pela blogueira Lênia Soares e publicada no site Diário de Goiás, cujo dono é o radialista e locutor Altair Tavares, o único que dá importância para o que Alcides diz ou pensa (se é que pensa).

Esse valor – R$ 100 bilhões – em crédito nem o Governo Federal tem disponível e é uma fábula cuja citação só se justifica pelo despreparo de Alcides, que não entendia nada de gestão financeira e entregou a área para que Jorcelino Braga mandasse e desmandasse – e o resultado foi o desastre que se viu.

E o pior de tudo isso é que a única proposta de Vanderlan Cardoso para o Governo de Goiás, até agora, é repetir a gestão de Alcides.