Análise: Mauro Rubem não tem direito de convidar deliquentes para a Assembleia

Na discussão que teve com Túlio Isac, logo após o tucano ter desinfetado a poltrona onde, na segunda-feira à noite, sentou-se o mensaleiro Delúbio Soares (PT), condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, Mauro Rubem gritou em alto e bom som: “Convido quem eu quiser para a Assembleia”.

Basta ver o vídeo, disponível no Goiás24horas no link “Vídeo mostra bate-boca de Túlio e Mauro Rubem no plenário da Assembleia” para constar a arrogância e o cinismo do deputado petista.

É claro: democraticamente, ele pode convidar quem quer que seja à Assembleia, não há lei que impeça, mas a ética e o compromisso moral de todo parlamentar impede que se use um Poder Constitucional para dar guarida a um criminoso que dentro de poucas semanas estará passando os seus dias na cadeia, cumprindo pena por desrespeitar as leis do país e ajudar a montar, com dinheiro público, o maior esquema de corrupção da história do Brasil.

Não, Mauro Rubem não pode dizer: “Convido quem eu quiser para a Assembleia”. Existem limites e um deputado não pode ultrapassá-los, em nome do decoro parlamentar e do respeito devido à sociedade representada no Poder Legislativo.

Mas, além de ciceronear Delúbio Soares, o deputado petista pediu que todos os presentes no plenário se levantassem e aplaudissem o mensaleiro, em cena televisionada. Isso já é deboche. É falta de respeito com a sociedade goiana e com a maior Casa de Leis dos país, o Supremo Tribunal Federal.

A Assembleia é a Casa do Povo e merece ser resguardada. Se um dos seus integrantes, no caso o deputado Mauro Rubem, tem a ousadia de tentar transformá-la em Casa da Mãe Joana, isso merece o nosso repúdio.