Na Tribuna do Planalto, Rincón diz que problema de Goiânia é de gestão de Paulo Garcia

Veja a entrevista de Jayme Rincón ao jornal Tribuna do Planalto:

“Marconi sempre será o mensageiro do novo”

Sáb, 09 de Novembro de 2013 16:12

Eduardo Sartorato e Vassil Oliveira

 

Jayme Rincón (Agetop e Agecom) afirma que “estamos fazendo mais e melhor que Iris” e que “problema de Goiânia é de gestão”

Há cerca de um mês, o presidente da Agetop, Jayme Rincón (PSDB), recebeu outra missão espinhosa do governador Marconi Perillo (PSDB) – acumulou a presidência da Agência Goiana de Comunicação (Agecom). Rincón afirma que a situação do órgão é hoje pior do que ele havia imaginado e que pretende reformá-lo por completo, como fez com a Agetop. Em relação à sucessão de 2014, o presidente acredita que Marconi Perillo é favorito e tem todas as chances de ser candidato, se quiser. Ele prefere não escolher adversários, mas cita várias vezes o ex-governador Iris Rezende (PMDB). “O governador não disputa com Iris, mas, se alguém quiser fazer essa comparação, o governador está disposto a fazê-la hoje”, avisa. Rincón garante que a administração entregará todas as obras até o fim do governo e anuncia a reforma do Estádio Serra Dourada, onde pretende ampliar a arquibancada no espaço que hoje está inutilizado com o fechamento da geral. Jayme Rincón recebeu os editores da Tribuna na quinta, 7, em seu gabinete na Agetop, para esta entrevista.


Tribuna do Planalto – Como está o trabalho de acumular dois cargos, na Agetop e na Agecom?
Jayme Rincón – Quando aceitei o convite do governador Marconi para assumir a Agecom, tinha segurança de que daria para dividir o tempo, em função de que a Agetop está quase que no piloto automático. Tenho procurado fazer essa conciliação, para que nenhum dos dois órgãos sofra com a divisão. Isso, logicamente, trouxe uma sobrecarga maior de tempo pra mim e tenho sentido isso. Meu tempo, que já não era grande, está bem mais limitado, inclusive para questões de agenda. A área adminstrativa, tanto de um quanto de outro, consome muito tempo. E até em função de que, mesmo (a Agetop) no piloto automático, o volume de obras que estamos executando, e as demandas, são muito grandes. Isso requer minha presença para decisões, atendimento de lideranças e atividades similares. Na Agecom, a situação estava pior do que eu tinha imaginado. A coisa não está diferente do que estava na Agetop quando chegamos. Há pessoas desmotivadas, além de a agência estar desestruturada e desfocada. A estrutura física de televisão e rádio está sucateada. O desafio lá é tão grande, ou até maior, do que quando cheguei aqui. Mas o governador Marconi tem uma atenção especial pela área de comunicação e sobretudo pela Agecom. Ele está dando, tanto para mim quanto para a diretoria que está lá, todo o suporte necessário para que possamos fazer um trabalho como foi feito aqui na Agetop.

Uma das críticas neste governo é a falta de uma marca. Isso começa a ser corrigido agora? Marconi ser apresentado como tocador de obras já é parte de uma nova estratégia?
Acho que a marca do governador é muito forte, apesar dos desgastes que ele sofreu, através de uma ação política orquestrada. Estamos conseguindo reverter o que aconteceu no ano passado num prazo até mesmo menor do que se podia imaginar, em função de que, como falo, ele tinha muita gordura para queimar. Depois, ele, efetivamente, é uma marca forte. O que está faltando nessa identidade é o governo, e temos uma preocupação muito grande de não caracterizá-lo como o governo de uma nota só, como, por exemplo, o ex-prefeito Iris Rezende. Ele é conhecido como o ‘tocador de obras’, que investiu em infra-estrutura, e ficou apenas com essa marca. No caso do Marconi, faço um raciocínio que, para mim, define o governador hoje. No primeiro mandato, ele mudou substancialmente a forma de gestão e inovou, sendo, talvez, o primeiro governo a inovar tanto nessa área. Em seguida, criou programas sociais e uma rede de projeção social que acabou virando referência para o governo federal. Do primeiro para o segundo mandato, ele não descuidou dessa primeira ação e foi agressivo na parte de incentivos fiscais e atração de empresas. Além disso, não se pode esquecer da criação da UEG, que teve um papel importante na formação de profissionais. E, no terceiro mandato, além de não descuidar de nada disso, tem um investimento pesado em (infra)estrutura. As empresas que vieram para cá, vieram com um compromisso. E, se Marconi não desse a atenção necessária para que pudessem colher os frutos de seus investimentos aqui, para se manter e ampliar, íamos perdê-las. Goiás tem uma posição geográfica privilegiada. Ainda temos um único gargalo: a Celg. É um problema real, que o governador enfrenta desde o primeiro dia de mandato e que, felizmente, agora, parece-me, as coisas estão começando a melhorar. Então, a marca do governo, acho, é a soma dos três. Não está faltando identidade. Talvez esteja faltando uma identidade de divulgação dessas ações.

Seria uma forma de competir com governos anteriores?
Não queremos competir com ninguém. Se o Iris se acha o melhor tocador de obras do Estado, os números vão desmenti-lo. O que está se fazendo nesse terceiro mandato é maior que a soma de todos os outros governos. Os números são inquestionáveis. Essa semana, Iris disse que fez mais de 7 mil quilômetros de rodovias em Goiás; não é verdade. Pedi para fazerem os levantamentos e chegamos ao número de 4.294 quilômetros de rodovia. Vamos fazer mais do que isso, e, com um detalhe, obras de qualidade, diferente do que se fez no passado. A CNT publicou uma pesquisa desatualizada, mal concebida e mal feita, em que um dos itens de avaliação é a geometria das estradas. Dificilmente cumpriremos esse item, porque as rodovias que o ex-governador Iris fez foram feitas aproveitando o leito das estradas, pavimentando-as. Não houve um projeto para corrigi-las. As estradas de antigamente eram “trieiros”, que foram transformadas em rodovias pavimentadas. Nas que estamos fazendo agora, não. Estamos aproveitando o que dá para aproveitar do leito existente, mas estamos corrigindo todas as deficiências existentes. O governador não disputa com Iris e nem quer ser comparado a ele, mas, se alguém quiser fazer essa comparação, o governador está disposto a fazê-la hoje. Temos a plena segurança de que estamos fazendo mais e melhor.

Mas ao entrar nessa área, em que Iris Rezende tem uma marca forte e consolidada no imaginário, o governador, de alguma forma, não leva desvantagem?
Não. Lembro-me de que, na eleição passada, Iris dizia que andava o Estado inteiro e não via uma obra de Marconi. Que ande agora, e vamos ver se terá mais obras do atual ou do ex-governador. O objetivo disso não é disputar com Iris ou ter sua marca; fazemos isso (as obras) porque é necessário. Se isso não fosse feito, o Estado pararia.

O governador Marconi Perillo é candidato à reeleição?
O que digo para todos é que ele tem plenas condições de chegar no ano que vem como candidato. Ele só não o será se não quiser. Ele terá todos os requisitos para ir pro embate.

O PMDB ficou 16 anos no poder e foi derrotado porque estaria velho. Foi abatido pelo discurso do novo. Marconi está completando um ciclo de 16 anos, também. O ‘novo’ pode derrotá-lo?
Discordo dos 16 anos. Acho até que, se o governo anterior tivesse dado prosseguimento às ações que o Marconi deixou, sendo forte e atuante, trabalhando da mesma forma que ele fez, talvez nem teria sido candidato ao governo.

Mas esse é o mesmo reparo que o PMDB faz, por exemplo, em relação ao governo Henrique Santillo?
Concordo, mas o Iris não voltou por conta de Henrique Santillo, foi por ordem pessoal. Existia um problema de ordem pessoal. No caso do governador Marconi, não. Foi porque o grupo que o sucedeu iniciou um processo de desmonte do Estado, similar ao que aconteceu com Paulo Maluff e Celso Pitta em São Paulo.

E o discurso?
O novo não é a novidade. O novo é quem inova, quem moderniza, quem se atualiza. Diferente de Iris, Marconi sempre está inovando e se atualizando. Para se ter uma ideia, se perguntar quantas vezes Iris foi ao exterior, talvez tenha ido uma ou duas vezes. Ouvi comentários de pessoas que trabalharam recentemente com ele na prefeitura, gente jovem. Ficavam desiludidos quando começavam a discutir (com Iris) projetos e planos de governo. No meu olhar, Iris ainda tem um problema maior, que é achar que todas as suas decisões são vindas de um sinal de Deus. Além disso, Marconi também é jovem de idade. Se compararmos os três mandatos dele, a cada ano ele se inova. É uma fonte inesgotável de produzir ações positivas pro Estado. Não podemos comparar a situação de Iris, em 1998, com a de Marconi agora. Acho que o ex-governador quase que nasceu velho, mesmo na época em que ele era novo, porque não se modernizou. Ao ler uma entrevista dele de 30 anos atrás e pegar outra atual, vemos que o discurso é exatamente igual. Por isso, talvez, ele tenha batido tanto na tecla da infraestrutura e repetido a ‘história da lavadeira’ por 30, 40, 50 anos. O governador Marconi Perillo sempre será o mensageiro do novo.

O melhor adversário para Marconi é Iris?
Quem quer disputar uma eleição não tem que escolher adversário. Acho que o ex-governador sempre será um forte adversário. Goste-se ou não dele, não há como desconsiderar sua força no Estado.

Júnior do Friboi pode representar o novo?
Nunca. Ele não tem absolutamente nada de novo; não tem ideias novas. Outra coisa, uma das grandes vantagens que temos: a oposição quer tomar o poder pelo poder. Não há um projeto alternativo. Temos projetos em todas as áreas do governo. É simples: bastaria (à oposição) apontar um tópico e dizer o que está errado ali e o que deveria ser mudado. Júnior não tem alternativa alguma para o Estado. Mas, dizem, ‘ele é um empresário bem sucedido’. Não, empresário bem sucedido é o irmão dele. Claro, numa sociedade familiar, todos se beneficiam disso. Não quero tirar o mérito do Júnior, nem seu direito de disputar. Só acho que, politicamente, ele não encarna o novo.

E Vanderlan Cardoso (PSB)?
Acho que não (representa o novo), até pelas próprias ideias dele. Desde que ele apresentasse ideias e projetos alternativos para serem debatidos pela sociedade, tudo bem. Não devemos discutir um nome novo agora. Temos que discutir quais projetos são novos.

Mas a hora certa, para quem não está no poder, de apresentar um projeto não seria na eleição?
É muito fácil apontar o que está errado. Deve-se dizer por que e como seria o certo. Às vezes critico muito a administração do Paulo Garcia, que é meu amigo pessoal. Mas critico falando o que acho que está errado, o que eu faria e o que eu acho que seria alternativa. É um diferencial. Esta próxima eleição vai ser imprevisível para todo mundo. Ninguém sabe o que vai acontecer. Agora, não me venha com promessa de céu e lua, porque está todo mundo vaci

“Tentamos ser amigos de Paulo Garcia.
Da nossa parte, nunca houve resistência”

O PSDB nacional está avaliando antecipar o lançamento oficial da candidatura de Aécio Neves a presidente. Isso pode fazer o governador admitir mais rápido a sua candidatura à reeleição?
Não existe relação entre esses fatos. O governador é um entusiasta da candidatura de Aécio Neves e diz isso claramente. Acha que o Serra já teve suas chances e passou o seu momento. Acredita que o Aécio encarna um projeto moderno para o Brasil, independente de idade. A avaliação geral é que o governo da presidente Dilma tende a não estar tão bem no próximo ano. Digo o seguinte: a avaliação de um governante é uma situação, resultado de governo é outra. À medida que formos nos aproximando do debate eleitoral, essas avaliações serão mais concretas e consistentes. Aqui em Goiás, por exemplo, estamos vindo numa crescente de aprovação do governo. Nós tínhamos muito medo de dar um salto de uma hora para outra, porque isso é muito ruim. Você pode chegar a um patamar e estagnar. Acho que a presidente Dilma está muito próxima do teto. Por quê? Porque as coisas do governo federal não estão acontecendo na rapidez que elas deveriam e ela tem um problema grave, que é a sombra do ex-presidente Lula, que é candidatíssimo. Ela tem um prazo muito curto para decidir isso.

O governo federal, pelo menos nas declarações do governador, tem sido bom para Goiás. Como isso vai ser discutido na campanha?
Simples. O governador diz que essa é a mesma relação que ele tem com as prefeituras. Você conversa com prefeitos de oposição aqui e todos reconhecem que a relação que o Marconi tem com eles é a mesma que a presidente tem com o governador. Governo não faz oposição a governo. Não é por ele ser de um partido de oposição que não vamos atendê-lo. Faço isso com convicção e determinação do governador.

A presidente teve papel importante para o governo conseguir empréstimos para realizar suas obras?
Temos que deixar claro que esses empréstimos foram obtidos em função de um ajuste fiscal que fizemos, que foi o maior da história de Goiás. Quando o governador assumiu, não tínhamos crédito para tomar um real emprestado. Nos colocamos em condições de pleitear e receber esses empréstimos. Vieram do BNDES, como poderiam ter vindo do Citibank, do Credit Suisse ou de qualquer outro banco. Os agentes financeiros naturais para financiar isso no Brasil são os organismo federais, mas os internacionais também financiam, e nós fizemos isso cumprindo o nosso dever de casa. Agora, queremos ressaltar que o dinheiro não é do governo federal, nem da presidente, é dos brasileiros. Desse dinheiro que veio para cá, tenho certeza de que muito foi para lá como impostos que nós, goianos, pagamos. A atitude da presidente foi republicana e nós reconhecemos isso todos os dias. Talvez o antecessor dela não tivesse essa grandiosidade. Agora, nós fizemos por merecer.

O governador tem uma relação com os prefeitos Antônio Gomide, de Anápolis, Maguito Vilela, de Aparecida, mas é conflituosa com Paulo Garcia. Por quê?
Nós temos que perguntar para o Paulo Garcia, que é meu amigo de adolescência. Sou testemunha do tanto que nós tentamos ser amigos dele politicamente e administrativamente. Da nossa parte, nunca houve a menor resistência. Pelo contrário, o governador, e estive com ele várias vezes em audiências com o prefeito tanto no Palácio quanto na prefeitura, sempre colocou o Estado à disposição para ajudar, da mesma forma que nos colocamos para Aparecida e Anápolis. Tanto é que o governador Marconi é o que mais investiu em Goiânia.

Quais investimentos são esses?
Estamos duplicando e iluminado todas as saídas de Goiânia; estamos fazendo cinco viadutos, o Centro de Excelência do Esporte, que vai ser modelo no Brasil inteiro, o Hugo 2 na Região Noroeste, que vai ser o maior e mais moderno hospital do Centro-Oeste; estamos construindo o primeiro Credeq da região metropolitana de Goiânia; estamos iluminando a BR-153 no perímetro urbano entre Goiânia e Aparecida, que não é atribuição nossa; concluímos a Vila Cultural; estamos reformando o autódromo, que vai ser um dos mais modernos do mundo. E ontem (dia 7) o governador autorizou a reforma do Estádio Serra Dourada. Não há nenhum governo na história de Goiás que tenha feito tanto por Goiânia quanto esse atual, e mesmo assim a gente não consegue ter uma boa relação com o prefeito Paulo Garcia.

Paulo Garcia e Gomide são pré-candidatos possíveis da oposição. Qual o mais difícil de enfrentar?
Acho que nenhum dos dois. Não temos que escolher adversário. Todo adversário é difícil, não existe eleição fácil. Agora, quem tem que definir são eles. Eles que escolham o deles. Até pouco tempo atrás, as oposições achavam que o melhor candidato para enfrentar era o governador Marconi Perillo, tanto é que virou um ‘brigaiada’ louca entre eles. Todos queriam ser candidatos, achando que o derrotariam. Hoje, já não é mais desse jeito. Quer dizer, se o governador Marconi resolver ser candidato, já sabem a pedreira que vão ter que enfrentar.

Se ele for candidato, ele é favorito?
Favoritíssimo. Não tenho dúvidas disso.

O sr. acredita que é melhor manter a chapa com José Eliton (PP) na vice e indicar Vilmar Rocha (PSD) para o Senado?
O vice-governador não tinha relação política ou pessoal com o governador e praticamente com ninguém da equipe do governo. Ele, ao longo desse período, conquistou o espaço dele, é descente, correto e leal. Teve uma atuação impecável durante o ano de 2012, quando o governador foi injustamente achincalhado de todas as formas. Defendo o nome do vice-governador para qualquer cargo. Ele é experiente, organizado, articulado, honesto e um cara do bem. Na minha avaliação, ele teria que estar na chapa majoritária sim. O Vilmar também. Ele tem uma história dentro do grupo de acompanhamento ao Marconi. Saiu do DEM exatamente pelo apoio que sempre deu ao governador Marconi. Acho que essa é uma chapa forte. Se formos para a eleição com ela, não tenho duvida de que será forte.

Para ficar com essa chapa é preciso uma costura, porque o PTB e outros partidos também querem espaço.
Claro. Essa é a chapa que está colocada. É obvio que todos que estão com os nomes colocados, imagino, até porque são políticos, se eventualmente tiver que se fazer uma ajuste lá na frente, ele será feito e vão entender. Do nosso lado não há dificuldade nenhuma em nos acertar. A dificuldade está é do lado de lá.

“O braço direito de Marconi é ele. Cuido da minha parte”

Como estão os cronogramas dessas obras que o sr. citou: viadutos, autódromo, Hugo 2, Centro de Excelência, entre outras?
Estamos com eles rigorosamente em dia. O trecho da GO-020 entre Goiânia e Bela Vista inauguraremos até o meio de maio. Entre Nerópolis e São Francisco estaremos bem adiantados até maio, mas concluímos antes da eleição, com absoluta certeza. Até as eleições vamos concluir a duplicação da GO-070 até a Cidade de Goiás, e a rodovia entre Goiânia e Senador Canedo. O cronograma nosso é para inaugurar os viadutos em dezembro. Estamos dentro dele ainda. Agora, temos um fator novo. No ano passado, trabalhamos até 15 de dezembro, e este ano as chuvas se anteciparam. Então, pode ser que tenhamos um probleminha de cronograma em virtude do período chuvoso que antecipou muito. O Hugo 2 inauguramos em maio.

A inauguração será da parte física ou do hospital montado?
Tudo. O governador vai entregar o hospital funcionando. O autódromo será entregue em abril e o Serra Dourada entregamos até o final de março.

Como será a reforma do Serra Dourada?
Vai ficar interessante. O Serra Dourada era talvez o estádio mais moderno e mais bonito do Brasil. Hoje, deve ser o vigésimo. Temos que adequá-lo. Vamos colocar cadeiras, mas a primeira coisa a ser feita será setorizá-lo, que é uma coisa que não tem hoje, em relação aos lugares e ás entradas. Há o torcedor fanático, porém há também o pai que quer ir com a família ao estádio mas não quer ficar na bagunça. Ele quer um programa diferente do torcedor que grita, xinga, briga. Vamos então setorizar o Serra. Vamos fazer uma espécie de arena. Onde é a geral, vamos levar a arquibancada até o nível do campo, até nas duas laterais onde ficam aqueles dois placares. Ali não vamos mexer, que é pra que fiquem as torcidas organizadas, que podem gritar, ficar em pé. Essas são as primeiras modificações. Vamos melhorar a parte de banheiro, de estrutura de serviços, que é parte de policiamento e delegacia, que funcionarão lá dentro. A ideia nossa é que isso fique pronto em março ou abril. Ele vai ficar interditado por 90 dias porque vamos retirar todo o gramado. No último jogo, quando a seleção veio para cá, quase não jogou por conta do gramado.

Qual a sua preferência: Agecom ou Agetop?
Os dois. Acho que a soma dos dois é legal. Digo o seguinte: a Agetop tem um papel importante dentro o governo, até o final do mandato, mas a Agecom, hoje, tem um papel mais importante ainda porque não adianta a gente fazer tudo isso que estamos fazendo, se não conseguirmos mostrar para a sociedade. Então, estou fazendo uma parte de cá e tentando complementar de lá. Gosto das duas pastas.

O sr. se filiou a algum partido?
Sou filiado ao PSDB. Me filiei agora. Quando foi para definir os delegados para a convenção nacional do partido, o governador me indicou e, como eu não era filiado, tive que me filiar.

O sr. disse que poderia ser candidato a prefeito de Goiânia. A campanha começa quando?
A eleição é em 2016. Acho que ela começa em julho de 2016. (risos)

E a sua campanha?
Esses dias falei em uma entrevista que não tinha interesse de disputar eleição nenhuma, mas que o único cargo que me seduziria seria um dia ser prefeito de Goiânia, porque é uma cidade maravilhosa e fácil de administrar. Goiânia não tem problema nenhuma – o problema se chama gestão, mais nada. A cidade não tem nenhum problema grave. É lógico que, à medida que ela vai crescendo, vai surgindo problemas de uma cidade grande, mas não se compara com qualquer outra. É uma cidade plana, de infraestrutura nova e bem feita. Quer dizer, falta administração, alguém que cuide da cidade.

Como está a relação entre os integrantes do governo? Há disputa entre os auxiliares?
Está bem pacificada. Essas coisas são normais, é salutar que aconteçam, e o maestro, que é governador, tem que ficar regendo esses conflitos. O importante é o seguinte: essas desavenças não são de ordem pessoal, para vantagem de quem quer que seja; elas são pelo projeto. Às vezes você enxerga de uma forma e um outro, de outra (forma). Esse choque de opiniões é saudável, não existe unanimidade em nada.

O sr. se considera braço direito do governador?
O braço direito e esquerdo do governador é ele. Cuido da minha parte. A área que ele me delegou, procuro desempenhar da melhor forma possível. Procuro me dedicar, me desdobrar, até para retribuir a confiança que ele depositou em mim.