Clínico geral da opinião, Morgantini entra em contradição ao querer aparecer mais que a notícia

O comunicólogo Henrique Morgantini participa de um programa chamado DQD, Doa em quem Doer, na Rádio Interativa, no final das tardes.

Um apresentador lê as notícias e Morga e o também jornalista Rimene Amaral comentam. Clínicos gerais, eles falam de tudo, têm liberdade total e quase sempre cutucam o governo do Estado. É quase uma hora de conversa fiada.

Na última quinta-feira (19), foi lida a notícia de que na China todos os jornalistas terão que fazer uma prova sobre marxismo para renovar a licença de trabalho.

Morgantini, também chamado de “Purgantini”, pelos próprios colegas, pediu para ler a última linha da notícia que falava que os jornalistas chineses precisam estar cientes de que é proibido publicar artigos que vão contra as diretrizes do Parido Comunista.

Sem falar nomes, Morgantini disse que em Goiás acontece a mesma coisa, um certo “ismo” que tem aqui. Que existem patrulhas nas redes sociais e em sites contra quem dá opinião.

Meio maluco esse comentário, né. Até porque ele estava falando livremente numa rádio que recebe propaganda do governo estadual, federal e da prefeitura. E olha que Morgantini é de Anápolis já trabalhou para Antônio Gomide e Ernani de Paula. Em tese, sua opinião pode ser considerada extremamente contaminada, pois todos sabem de ligação estreita com o petista Gomide.

E tem mais. Na rádio Interativa, todas as terças-feiras, o deputado Mauro Rubem fala o que quer e quase sempre enche o governo do Estado de críticas (já até virou motivo de piada entre os ouvintes).

O que dá pra tirar é que o comentário de Morga é sem sentido. Pirou o cabeção, como se diz na gíria.

O Brasil é uma democracia e qualquer cidadão fala e escreve o que quer.

Se ofender ou caluniar alguém, pode levar processo, claro, mas é livre para falar.