Edward Madudeira (reitor da UFG) diz que problema da insegurança não é exclusivo de Goiânia e derruba tese de petistas

Veja o que o reitor da UFG, Edward Madureira, filiado ao PT, comenta sobre o problema da insegurança, em entrevista a Murilo Santos, no jornal O Hoje:

Aqui no De Frente com o Poder se discute muito a enorme sensação de insegurança vivida em Goiânia. De que forma a UFG poderia colaborar? Há uma saída?
Temos vários problemas deste tipo que não são de Goiânia, são das grandes metrópoles. Tivemos uma lógica de desenvolvimento muito equivocada. O Brasil trouxe aquilo que tinha de melhor e mais atrativo para os grandes centros. Então as Universidades vieram para os grandes centros, as indústrias, os grandes hospitais, e os grandes espaços de entretenimento vieram todos para as grandes cidades. E houve uma conurbação muito grande das cidades. Sou goianiense, nasci e cresci aqui, quando eu era criança Goiânia tinha 300 mil habitantes. Hoje a Região Metropolitana de Goiânia tem 2,5 milhões de habitantes talvez…
Já está perto disso…
Então é inevitável que a insegurança chegue, que os problemas de mobilidade cheguem e que outros problemas que nós vivenciamos cheguem, que as inundações cheguem. Olhe as impermeabilizações dessa cidade, o nível que trouxemos em nome do conforto, que traz o problema das enchentes. Então a questão da segurança é gravíssima para o país, que precisa ser enfrentada e acho que a Educação ajuda. A Educação é uma maneira de formar o cidadão e com certeza criar oportunidades para que não haja a delinquência e os problemas de insegurança. Mas alguma coisa precisa ser feita de maneira emergencial. Temos bons exemplos pelo país. O Rio de Janeiro, com as UPP’s, e outras cidades conseguiram alguns avanços. É preciso se tomar uma decisão, que extrapola, assim como a Educação, as esferas de governo municipal, estadual e federal. É preciso um esforço conjunto para combater a criminalidade e dar a tranquilidade do tempo em que andávamos pelas ruas de Goiânia sem medo.
Hoje o senhor tem medo?
Sim, é claro. Quem é que não tem medo de andar pelas ruas hoje? Todos nós temos. Então o cuidado deve ser em excesso porque estamos expostos a todo o momento.