Bruno Peixoto: “Ministério Público torturou meu irmão”

Texto publicado no portal da Rádio 730 (www.radio730.com.br)

O vereador Wellington Peixoto (PSB) foi conduzido ao Ministério Público no final da última semana de forma coercitiva para prestar esclarecimentos sobre um suposto envolvimento em um sistema de corrupção na Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). Nesta quinta-feira (21), o deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB), irmão do parlamentar, criticou a ação do Ministério Público no caso, durante entrevista à Rádio 730.

Vereador Wellington Peixoto (PMDB): conduzido de forma coercitiva ao Ministério Público
Vereador Wellington Peixoto (PSB): conduzido de forma coercitiva ao Ministério Público Estadual

Inicialmente, Bruno ressaltou a importância do Ministério Público para a sociedade, mas em seguida chamou de truculenta a atuação do órgão no episódio envolvendo o seu irmão. “Neste caso foi usado de muita truculência e arbitrariedade,” critica. De acordo com o deputado, Wellington Peixoto já foi condenado pela sociedade por apenas uma conversa que aparece nas gravações do MP.

Sobre o suposto pedido do irmão para que a Amma ignorasse uma vistoria que deveria ser feita para a reforma de um posto de gasolina da propriedade dele,  Bruno revela que o local foi vistoriados duas vezes e que Wellington pagou a taxa necessária para o licenciamento. O deputado classificou o dialogo do irmão com o consultor ambiental, Afonso Antunes, como inocente.

Bruno contou que a condução coercitiva de Wellington Peixoto chocou a família. “Minha cunhada foi parar no hospital. A minha sobrinha pediu para meu irmão não sair de casa, para que não fosse levado pela polícia. A tortura psicológica pela qual ele passou é pior que qualquer tortura física,” comenta.

O deputado estadual também defendeu o colega de partido Paulo Borges (PMDB). Bruno conta que falou com a esposa do vereador, que estava perplexa diante do acontecimento. Segundo ele, a polícia interditou a Avenida T-4, no Setor Bueno, e invadiu a casa do parlamentar usando metralhadoras. “Será que eles estavam esperando ser recebidos a tiros?” questionou.Para o pmedebista, a ação da política teve um cunho político, mas não citou por parte de quem seria.