Pré-candidato petista, Antônio Gomide critica “venda de projeto”

Confira reportagem do jornal O Popular:

Caio Henrique Salgado 09 de janeiro de 2014 (quinta-feira)

Pré-candidato do PT ao governo, o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, criticou ontem as declarações do prefeito Paulo Garcia à coluna Giro, do POPULAR. Ao comentar a posição do colega, que defendeu a prioridade do PMDB em assumir a cabeça de chapa oposicionista nas eleições e criticou a discussão antecipada de candidaturas, Gomide disse em entrevista ao Papo Político, na CBN Goiânia, que a postura é reflexo de “dificuldades administrativas”.
Durante a entrevista, Gomide foi questionado sobre as declarações de Paulo e respondeu que o prefeito de Goiânia apenas deu sua opinião, o que não pode ser maior do que o projeto eleitoral da oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB).
“O que eu percebo hoje nas declarações do prefeito Paulo Garcia é uma opinião, até pelas dificuldades administrativas, pela convivência que ele tem relação à forma como foi feito as coligações para a prefeitura de Goiânia. Nós entendemos isso. Agora, isso não pode atrapalhar esse acordo político estratégico para ganhar o governo de Goiás”, afirmou Antônio Gomide.
Conforme o mostrado pelo POPULAR ontem, após Paulo afirmar a membros da cúpula do PT goiano que não tem interesse em disputar as eleições, o partido começou a trabalhar a unidade interna para oficializar a pré-candidatura de Gomide ao governo. No entanto, grupo de petistas, incluindo o próprio Paulo, tem defendido prioridade para o PMDB.
Apesar de Paulo evitar falar em nome para o governo e dizer que a decisão cabe ao PMDB, nos bastidores aliados de Gomide apontam a preferência pelo nome do ex-governador Iris Rezende. Mesmo sem citar nomes, o prefeito anapolino criticou o apoio ao nome do peemedebista. “É importante dar atenção às pessoas que estão falando na rua. Elas querem novidade, não querem repetir a chapa de 2010”, defendeu.
Da mesma forma, Gomide continuou com críticas ao que chamou de “venda de projeto”. “Não podemos é vender o projeto (da oposição) em detrimento da subserviência ou em detrimento de alguma dificuldade administrativa que possa acontecer. Precisamos ter um projeto para ganhar o governo de Goiás pensando no eleitor”, argumentou o prefeito.