Estratégia de Gomide para viabilizar projeto é fingir que Paulo Garcia não existe

O embate que mobilizou o PT goiano na última semana não teve um vencedor. Tanto o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), quanto o prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), saíram com a imagem arranhada e o capital político dilapidado depois do arranca-rabo que protagonizaram pela imprensa.

Mas ainda que não tenha havido um vencedor, a contenda trouxe prejuízos maiores para Gomide, que ao contrário do seu desafeto ainda sonha em disputar o governo do Estado contra Marconi Perillo (PSDB) – a essa altura, favorito.

Desgastado e sem rumo, à frente de uma gestão que é considerada a pior da história de Goiânia, Paulo tem  pouco a perder. Investiu-se no papel de franco atirador para defender Iris e assegurar-se que, nos próximos três anos, ele tenha condições mínimas para administrar a cidade.

Gomide, então, optou pela prudência. Tirou o time de campo e deu por encerrada a confusão com o prefeito de Goiânia. Mas não é só isso: a partir de agora, o prefeito de Anápolis vai ignorar a presença de Paulo Garcia.

Vai ser como se Paulo não existisse.

E cá entre nós: tem castigo que incomoda mais que a indiferença?