A sina melancólica de Barbosa Neto: encabeçar projetos que nunca dão em nada

O início meteórico da carreira política de Barbosa Neto levou o meio político a pensar que se tratava de um cidadão iluminado – um Rei Midas de campanhas eleitorais, que transformava em ouro todos os projetos nos quais se engajasse.

Anos depois de eleito deputado estadual mais jovem da história de Goiás e deputado federal, a maré virou. Barbosa hoje é o maior pé-frio que existe no Estado. Nada, nenhum projeto no qual ele se insere dá certo no final.

Dois exemplos rápidos para ilustrar: a sua candidatura malfadada a governador em 2006, na qual apostou num mote bobo (“pensar grande”) para vender a tese da terceira via em Goiás, e o apoio à candidatura de oposição nas eleições de 2010, além dos inúmeros projetos que ele tentou tocar na época em que foi presidente da Goiás Turismo (no governo Alcides), como tentar trazer a Copa do Mundo para Goiânia torrando R$ 3 milhões em publicidade.

Agora, Barbosa está outra vez com cara de tacho. Ele embarcou na canoa do megaempresário Júnior Friboi, que prometeu para ele que seria candidato a governador pelo PSB e transformaria o partido em uma potência – como é, por exemplo, em Pernambuco. Era mentira. Friboi está de malas prontas para o PMDB, e vai deixar o PSB e Barbosa à míngua, como sempre estiveram nos últimos anos.

A questão é: Barbosa vai reconhecer o vexame e ficar onde está? Ou vai esquecer a perseguição que sofreu de Iris e do PMDB no passado e voltar para a matilha que o caçou implacavelmente anos atrás?

É hora de pensar grande?