A coisa tá feia. Até Cyro Miranda faz graça: Dilma tem de parar de pisar no tomate

Veja o release distribuído pela assessoria de imprensa do senador Cyro Miranda:

Cyro: é hora de o governo parar de pisar no tomate

O senador Cyro Miranda (PSDB/GO), em pronunciamento nesta quarta-feira (10), afirmou que o governo da presidente Dilma Rousseff não pode jogar por terra todo o esforço da estabilidade econômica construída ao longo das últimas décadas. Cyro disse que a equipe econômica precisa acordar porque, segundo ele, nenhum dos esforços realizados pelo governo está sendo suficiente para alavancar investimentos do setor privado.

“No dito popular, é hora de o governo parar de pisar no tomate! Existe hoje extrema desconfiança dos empresários em relação às ações do governo. Não há um plano consistente, um conjunto de metas de médio e longo prazo para dar um norte ao Brasil”, disparou Cyro.

Na avaliação do senador, as medidas do governo são muito pontuais, tímidas e insuficientes para dar uma guinada na economia. Cyro disse que o Banco Central precisa ser independente para tomar a frente das ações econômicas mas, ao contrário disso, está acomodado e submisso ao Poder Executivo na condução da política monetária.

Ao finalizar o discurso, Cyro lamentou também a divulgação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país. O IPCA em 12 meses ficou acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 6,5%. Após a divulgação deste resultado, Cyro fez um alerta à presidente Dilma: “Não temos a menor dúvida de que, nesse ritmo, a presidente vai ver a fama de boa gestora se apagar! O que o Brasil precisa é respirar e sair desse sufoco!”

Em aparte, os senadores Mário Couto (PSDB/PA) e Cristovam Buarque (PDT/DF) elogiaram o discurso de Cyro. “Seu discurso merece eco em todos os lares brasileiros”, disse Couto. Buarque complementou ao dizer que “é bom ter alguém que alerte para a gravidade do risco de volta da inflação. Se chegar a dois dígitos, o Bolsa-Família se acaba”.