Corrupção em Anápolis: SUS quer devolução de R$ 1,7 milhão por fraude no Samu

Reportagem da TV Anhanguera registra que o SUS quer devolução de R$ 1,7 milhão por fraude no Samu de Anápolis.

Dinheiro teria sido pago a médicos por atendimentos que não foram realizados. O prefeito Antônio Gomide (PT) não concorda e mandou Secretaria recorrer.

Veja a reportagem:

 

SUS quer devolução de R$ 1,7 milhão por fraude no Samu de Anápolis, GO 

Dinheiro teria sido pago a médicos por atendimentos que não foram feitos. Secretaria de Saúde diz que profissionais trabalharam e fará nova defesa.

Do G1 GO com informações da TV Anhanguera

O Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus/SUS) rejeitou novamente a justificativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Anápolis sobre o destino de R$ 1,7 milhão. O dinheiro teria sido pago a médicos plantonistas do Serviço Móvel de Urgência (Samu) nos anos de 2009 e 2010, mas o atendimento desses profissionais não foi comprovado. O órgão federal exige que o secretário da época ressarçam os cofres públicos. Entretanto, a Secretaria de Saúde afirmou que está preparando nova defesa.

De acordo com um relatório do SUS divulgado em setembro de 2012, foram constatadas diversas irregularidades no Samu de Anápolis. A denúncia partiu do Conselho Municipal de Saúde. No entanto, a prefeitura do município se defendeu das acusações e as justificativas foram acatadas pelo Denasus, exceto a questão do pagamento indevido aos médicos.

Na justificativa apresentada ao SUS, o órgão municipal reforçou que os médicos compareceram aos plantões porque os atendimentos não deixaram de ser realizados. O argumento foi rebatido pelo Denasus, pois, segundo enfermeiros entrevistados pelo departamento, a prestação de serviços só não ficou prejudicada porque várias ocorrências foram atendidas sem médicos. Além disso, o SUS informou que os documentos apresentados não comprovam a presença desses profissionais de saúde.

O atual titular da SMS de Anápolis, Luiz Teixeira, diz ter certeza de que os médicos trabalharam. “É impossível fazer um serviço dessa grandeza, salvando vidas, sem a presença do médico”, ressaltou. A secretaria está preparando nova defesa, com novos documentos, informou. O Denasus exige que o ex-secretário pague o valor que teria sido destinado aos médicos que não compareceram aos plantões, de quase R$ 1,7 milhão.

Polícia Federal

A Polícia Federal também apura as denúncias de irregularidades no Samu. As investigações começaram em 29 de outubro do ano passado. Os policiais tinham 30 dias para concluir o inquérito, mas até hoje não ficou pronto, pois o prazo foi prorrogado várias vezes.

Segundo o delegado federal Angelino Alves, o relatório só deve ser elaborado no segundo semestre deste ano. “Toda a documentação precisa ser analisada, algumas delas periciadas, e isso, infelizmente, leva tempo. A nossa demanda é maior do que a nossa capacidade de proceder às investigações no tempo em que a lei determina”, declarou.