Folha de pagamento da Assembleia é escândalo de repercussão nacional

Não é à toa que a Assembleia vem com a faca nos dentes quando o assunto é a divulgação da relação de funcionários da Casa, com os seus respectivos salários.

Esse é um dos maiores segredos do Estado de Goiás, quiçá do Brasil.

Quem conhece as estrepolias que estão registradas na folha de pagamento da Assembleia, que contempla quase 4 mil funcionários, garante que os escândalos do Senado Federal são fichinha.

Empregadas domésticas, esposas, outras nem tanto, noras, filhos, gente que não sabe que está na folha e muito mais – um dia, quando a relação nominal de funcionários for divulgada, tudo isso vai explodir e levar muita gente para o buraco.

Hoje, para não divulgar a folha de pagamento, a Assembleia se agarra em uma decisão liminar do juiz Ari Ferreira de Queiroz, proibindo que os nomes sejam revelados.

Mas o próprio juiz já disse que a Assembleia ampliou por conta própria os efeitos da liminar, ao negar, por exemplo, um pedido da repórter Fabiana Pulcineli, de O Popular, para informar a tabela de cargos e salários do Poder.

Lista nominal é uma coisa, tabela de cargos e salários é outra.

Ari Queiroz já marcou prazo: dará a decisão final até maio – mês de que vem. E dá para apostar: ele vai autorizar a divulgação da folha, para não ser conivente com uma das maiores maracutaias da história de Goiás.