Leitor do Popular diz que filiação de Friboi é o velório da história do PMDB

Em carta ao Popular, Edmar Lázaro Borges faz crítica à decisão do PMDB de aceitar a filiação de Júnior Friboi ao partido.

Ele lembra Luiz Soyer, o “antigo Iris Rezende”, Franco Montoro, Ulysses, Covas para dizer que com o empresário em seus quadros  o partido reflete o velório do PMDB histórico.

Leia a carta:

Friboi

Ao ler a notícia da filiação do Júnior do Friboi ao PMDB, ilustrada com a imagem dele à frente de um grupelho que imagino serem políticos ligados à sigla, todos com seus sorrisos amarelos, próprios dos incomodados com a imagem da própria bajulice, imaginei: que saudades do MDB do fiel amigo Luiz Soyer, do antigo Iris Rezende, de Franco Montoro, Ulysses, Covas e de tantos outros grandes políticos, hoje sem herdeiros. Movimento que, grávido de tantos futuros partidos que hoje perderam o que nunca tiveram, a identidade, pariu o PMDB. Dos filhotes, salvou-se, com recaídas, o PSDB. Saudades até do hoje DEM, filhote da Arena. É o mais autêntico de todos os partidos.

Por onde andará aquele PMDB, que em 1982 desapeou a Arena em Goiás e em tantos outros Estados? Por onde andará o PMDB que lutou pela liberdade de imprensa e hoje se alia a um PT que prega o retrocesso e tromba com o mundo contemporâneo ao tentar impor goela abaixo da Nação a censura aos meios de comunicação?

Se concretizada, a filiação do senhor Júnior do Friboi reflete o velório da história do PMDB histórico, construído e mantido por homens que fizeram história, já que a história desse cavalheiro é empresarial e não passa pela política partidária.

Na verdade ele age como o patrão, o todo poderoso senhor que tudo pode e sabe muito bem como conseguir o que deseja. Ocorre que Goiás não precisa de senhor e nem de patrão, mas de um excelente administrador público e que beba nas fontes da democracia.

Creio que, assim como eu, a maioria dos goianos, que já não suportam mais as péssimas e fogueteiras administrações estadual e da capital, desejam e merecem alguém que entenda menos de bois e mais de gente.

 

Edmar Lázaro Borges