Para quem já quis vender áreas próximas ao Paço, alterar Plano Diretor é fichinha

Tem muita gente indignada e desentendida sobre a atitude do prefeito Paulo Garcia (PT) de mudar o Plano Diretor em detrimento do meio ambiente. Ainda mais ele, que na campanha fez o discurso da “cidade sustentável”.

Mas, basta refrescar a memória para ver que Garcia é acostumado em criar projetos para beneficiar construtoras e empresários.

Em 2011, a prefeitura enviou à Câmara projeto de lei que propunha a venda de 70 áreas públicas próximas ao Paço Municipal, no Parque Lozandes. A prefeitura esperava arrecadar cerca de R$ 300 milhões com vendas e negociações.
Imagine só. Aquela área que circunda o Paço tomada por prédios enormes e grandes construções: um ataque ao meio ambiente e ao trânsito da região, próxima da BR-153.

O projeto chegou na Câmara e iria ser aprovado no estilo rolo compressor, como foi o desta semana. Mas, o Ministério Público impediu e entrou na parada. O Paço recuou, se fez de morto e o assuntou foi sendo esquecido.
Este episódio mostra bem o estilo sustentável do prefeito Paulo Garcia.

 

LEIA MAIS:

Com manchete garrafal, Popular diz que Câmara afrouxa Plano Diretor e mostra os votos

Aula da vergonha: estudantes vaiam Clécio e a patotinha da base de Paulo Garcia na Câmara

Na campanha, prefeito falava que sustentabilidade era cuidar da natureza. Será que ele esqueceu?

Irritado com estudantes da UFG, Clécio convoca Rotam para garantir votação na Câmara

Cartaz feito por associação mostra vereadores que votaram contra o meio ambiente. Veja aqui

Mais dor de cabeça para Paulo Garcia: Misael também critica mudança no Plano Diretor

Tumulto em sessão na Câmara termina com impedimento de invasão de estudantes