O Popular não cai na armação da Carta Capital e dá espaço pífio para denúncia fajuta

O jornal O Popular também não caiu na armação da revista Carta Capital a respeito da denúncia fajuta sobre existência de uma rede de grampos em Goiás.

O jornal reservou espaço pequeno para a matéria e deu mais destaque à providência de abertura de inquérito pela SSP-GO para apurar a suposta atuação de um hacker.

O esquema para prejudicar o governador Marconi Perillo caiu por terra com a divulgação de nota do Ministério Público Federal desmentido cabalmente a revista Carta Capital, conhecida por suas notórias ligações com o lulopetismo e sua falta de pudor para atender as determinações do ex-presidente Lula.

 

Veja a reportagem, que ganhou 1/8 de página em O Popular:

 

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SSP abre inquérito para apurar ação de hacker

(T.R.) 27 de abril de 2013 (sábado)

A Secretaria do Estado de Segurança Pública (SSP-GO) informou ontem, por meio de nota da assessoria de imprensa, que determinou a abertura de inquérito para investigar supostas ações de um hacker, que estaria interceptando ligações e invadindo contas pessoais na internet de adversários do governador Marconi Perillo (PSDB). De acordo com a nota, o inquérito foi instaurado no início de abril, depois que um veículo de comunicação de Brasília procurou a pasta para receber informações a respeito do caso. A investigação está a cargo do Grupo de Repressão a Estelionato ou Outras Fraudes (GREF), da Polícia Civil, sob o comando do delegado Gylson Mariano Ferreira.

O assunto veio à tona depois que a revista Carta Capital publicou, na edição desta semana, veiculada ontem, reportagem que denuncia suposta rede de grampos que funcionaria sob o comando do jornalista Luiz Gama, a pedido de Marconi e com participação de secretários estaduais. De acordo com a revista, Gama teria mantido contato durante quase dois anos com um hacker denominado Mr. Magoo, que “grampeava” políticos goianos e supostos inimigos do governador, além de desafetos do próprio jornalista e sua mulher, Eni Aquino.

O procurador da república Helio Telho recebeu, na quinta-feira, das mãos do publicitário Gercyley Batista de Sousa, cópia do material a que a revista teria tido acesso para produzir a reportagem. Gercyley também foi citado na matéria e explicou ao procurador que havia recebido os arquivos do próprio hacker, mas que não o conhecia e não sabia dizer quem era. Mr Magoo teria vazado as informações depois que Gama deixou de cumprir com os pagamentos acordados.

De acordo com Telho, os documentos foram enviados à Procuradoria Geral da República, que é quem deve decidir sobre a abertura ou não de investigação quanto à participação do governador – que tem foro privilegiado – na suposta ação. “Os documentos que me foram entregues mostram troca de mensagens entre o jornalista e o hacker, com pedidos de invasão de e-mails e perfis em redes sociais, além de monitoramento de ligações telefônicas. Mas não há indício que aponte para a concretização dos fatos”, disse.

A reportagem da Carta Capital diz que o procurador já havia aberto inquérito para investigar os fatos. “Não é verdade. Analisei o material e não há nada que possa ser feito pela Procuradoria em Goiás. Não temos provas de interceptações telefônicas. E sobre a quebra de senhas de páginas pessoais na internet, isso só virou crime a partir da Lei 12.737/12, conhecida como Lei Carolina Dieckmann. O material que chegou até mim mostra que os diálogos foram mantidos antes disso”, explicou. “A única coisa que pode gerar uma investigação é o envolvimento do governador no que diz respeito ao pagamento do hacker, que, de acordo com os diálogos, era feito com dinheiro público”, afirmou Telho.

Em seu site, Luiz Gama negou as acusações da revista. “Tenham 100% de certeza que nenhuma daquelas frases foram ditas por mim em qualquer tempo”, respondeu.