Ministério Público aponta “descalabro financeiro” na Comurg, na gestão de Paulo Garcia: folha de pessoal subiu de R$ 94 milhões em 2010 para R$ 281 milhões em 2016

Na denúncia oferecida nesta semana contra ex-dirigentes da Comurg na gestão do prefeito Paulo Garcia – inclusive o último presidente, Edilberto Dias, aquele que prometeu “não sair processado –, o Ministério Público Estadual apontou o que classificou como “descalabro financeiro” na condução administrativa da companhia.

Segundo a denúncia, “a folha de pessoal anual da Comurg em 2010 foi de R$ 94.712.087,23, sendo que em 2016 a folha de pessoal da entidade alcançou a absurda cifra de R$ 281.403.404,57, isto é, um crescimento de 297,11% em 7 anos”. O aumento foi decorrência de “claras ilegalidades” cometidas em sucessivas convenções coletivas de trabalho, transferências irregularidades de verbas para sindicatos e associações e pagamento de supersalários para servidores privilegiados.

Na ação de improbidade administrativa, foram denunciados os ex-presidentes da Comurg Paulo de Tarso Batista, Luciano Henrique de Castro, Wolney Wagner de Siqueira Júnior, Ormando José Pires Júnior e Edilberto de Castro Dias, e os ex-diretores administrativo-financeiro, Paulo César Fornazier e Valdumiro Arantes Machado Rosa Campos.