Repórter deixa a redação do Pop e faz declaração de amor ao jornal em artigo

Veja o texto:

Orgulho de ter sido repórter do Pop
Deire Assis

Nesta sexta-feira (26), pisei pela última vez a redação do jornal O Popular como repórter. Foi um dia especialmente bom, em que senti um calor que só se sente quando construímos algo de fato sólido, importante. Deixo o Popular para percorrer novos caminhos, pessoais e profissionais.

Permaneço na Assessoria de Comunicação da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás e assumo novas funções e desafios na Nozzz Agência de Conteúdo.

Dediquei-me por quase 13 anos ao jornalismo impresso. Como eu disse em minha despedida aos colegas de redação, encerro um ciclo de vida para iniciar outro. Levando comigo, entretanto, já, muitas saudades do que vivi, do que fiz neste tempo de imenso aprendizado e de grande partilha com o leitor. Na redação do jornal O Popular me fiz repórter. Amadureci como profissional, aprendi, partilhei, dividi, somei.

Tenho como mãe praticamente o mesmo tempo que tenho como repórter. Meu filho Arthur tem 13 anos. Quando cheguei ao Popular, ele era apenas um bebê. Ao vê-lo hoje, um rapaz, consigo vislumbrar melhor o significado deste tempo. Exercendo minha profissão, pude ensiná-lo lições de cidadania, responsabilidade e ética.

Despedir-se do que e de quem se ama não é fácil. Mas às vezes é necessário afastar-se para ver melhor; para ver diferente. É preciso estar atento para atender a chamados. E é isto o que faço agora. Com coragem! Guimarães Rosa nos ensina: “Viver é perigoso: carece de ter coragem.”

Vou sentir muitas saudades…

Do café – do carinho, da amizade, da parceria, das caronas dadas e recebidas – da Zezé;

Das trocas, da genialidade e do aprendizado nos papos diários com o amigo-irmão Rogério;

Da presença forte da Malu;

Da inteligência da Paty;

Do nóóóóóóóó do João Carlos;

Da simplicidade da Rosana;

Da gargalhada da Carla;

Das sobras de troco e dos lanches deliciosos e barulhentos do Baianinho;

Da sobriedade da Silvana;

De organizar as escalas de plantão e feriado da minha querida editoria;

De ganhar pastelzinho de Goiás no Magazine;

Dos amigos todos que fiz em Cidades;

Dos amigos todos que fiz em toda a redação, dentre eles alguns que também já tomaram outros rumos.

Às vezes saímos de casa numa manhã ensolarada, com uma roupa de verão, e, de repente, a temperatura cai, vem o frio. A roupa de cedo já não será capaz de nos aquecer à noite. Mas no momento da nossa escolha, é perfeita. Quem poderá prever?

Escolhi uma “nova roupa” para vestir porque sinto que serei mais feliz dentro dela. Dos amigos queridos de quem tive que me despedir nesta sexta pedi apenas para que torçam e desejem que a roupa escolhida por mim agora possa me oferecer o conforto que procuro.

Aos meus colegas repórteres, meu agradecimento pela parceria e luta.

Aos meus editores, meu agradecimento pelo aprendizado e generosidade.

Aos leitores de O Popular, que me permitiram escrever esta história, minha gratidão e respeito.

Minha eterna admiração aos valorosos profissionais que fazem um jornalismo de tão grande qualidade em Goiás.

A todos aqueles que nos últimos dias manifestaram-se aqui e por outros meios, desejando-me sorte, felicidade e sucesso: OBRIGADA! Calor recebido!

Bora contar mais um capítulo desta história, agora aqui fora.