Vereador exige fiscalização da Câmara em cima de atestados médicos de colegas gazeteiros

Na foto, vereador Wellington Peixoto: conjuntivite e operação Jeitinho o afastaram do plenário desde o dia da posse

O vereador Bernardo do Cais (PSC) solicitou hoje à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Goiânia que realize uma investigação para descobrir se os atestados médicos apresentados com frequência pelos colegas faltosos são verdadeiros. Bernardo, que trabalha na área da Saúde, afirma que é fácil conseguir atestados médicos falsos para justificar ausência em plenário.

A discussão foi levantada pelo vereador Paulo Magalhães (PV), irritado com o sumiço de colegas gazeteiros como Wellington Peixoto (PSB) – que ele citou nominalmente. “Se o vereador tem mais o que fazer fora do plenário, então renuncie ao mandato e dê espaço a outro. Se tem que despachar fora do plenário de terça a quinta-feira, contrate um despachante”.

Djalma Araújo (PT) afirmou que a administração da Câmara precisa ter mais critério antes de aceitar os atestados médicos dos faltosos que se dizem adoentados: comprar um atestado custa de dez a vinte reais, hoje em dia”.

“O senhor sabe que é facil conseguir atestado. O sujeito está com uma dorzinha de cabeça e não vai trabalhar. Você compra um atestado por dez ou vinte reais. É necessário verificar a autenticidade de tais atestados”, afirmou o petista. “Tem que fazer uma perícia, como é?”

Faltaram à sessão de hoje e apresentaram atestado Wellington Peixoto (PSB) – irmão do deputado Bruno Peixoto (PMDB) – e Cida Garcêz (PV). A líder do prefeito, Célia Valadão (PMDB), disse que Wellington está com conjuntivite e já apresentou atestado.

Ao notarem que a discussão havia se acalorado, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Tayrone di Martino (PT) e o presidente Clécio Alves (PMDB), encerraram a sessão por falta de quórum regimental.