Abram os olhos, Caiado, Vanderlan e Friboi; candidato de direita ou centro-direita nunca ganhou em Goiás

Desde a redemocratização, com a volta das eleições diretas para governador em 1982, que as eleições para governador de Goiás só foram vencidas por políticos de centro-esquerda.

Centro-esquerda, aqui, entenda-se como uma plataforma ideológica voltada para as aspirações da grande maioria da população. Plataformas sociais, enfim, predominando sobre visões econômicas ou meramente administrativas.

Iris Rezende, Henrique Santillo, Maguito Vilela e Marconi Perillo, todos, como candidatos, podem ser rotulados como centro-esquerda, mais ou menos, com campanhas vitoriosas fortemente voltadas para o atendimento das demandas dos setores majoritários da sociedade.

Houve Alcides Rodrigues, um fazendeiro quadrado, historicamente membro da direita ruralista do Estado (achava que os programas sociais estimulavam a preguiça), mas Alcides foi eleito sob o guardachuva de Marconi, sem que o eleitorado soubesse realmente quem ele era.

Centro-direita e direita não ganham eleição em Goiás. Otávio Lage, grande fazendeiro, ganhou uma vez, mas nos primórdios do Estado de Goiás moderno. Perdeu feio quando tentou de novo, contra Iris Rezende, em 1982, já na emergência da sociedade de massas.

Agora, na eleição de 2014 a direita e a centro-direita vão de Vanderlan Cardoso e Ronaldo Caiado, os dois juntos, ou separados. E ainda há a possibilidade do empresário Júnior Friboi conseguir a candidatura.

É uma aposta arriscada para todos os três, porque, como resumiu o professor João Carvalho, da Faculdade de Jornalismo da UFG, “eleitor não gosta de candidato conservador”.