Editorial da Rádio 730 diz que Clécio presta desserviço e se comporta como capacho

A atuação de Clécio Alves como presidente da Câmara não está irritando apenas o vereador Djalma Araújo (PT). A Rádio 730 publica editorial em que desce o cacete no vereador do PMDB e cita as trapalhadas recentes de Clécio, como sua benevolência na aprovação do novo Plano Diretor.

Veja o editorial:

 

Vereador existe para torrar dinheiro público e passar vergonha na população ou para legislar e fiscalizar?

A cidade vai entrando nos eixos e o fato é que alguns preferem passar as rodas sobre o bom senso. O pior exemplo atual é a Câmara de Goiânia. No fim de 2012, ainda sob o comando de Iram Saraiva, o Poder Legislativo da Capital deu aula de civismo. Os vereadores ouviram a voz rouca das ruas e impediram atrocidades como o aumento absurdo nos salários. Não tiveram reajuste e ganham menos que seus colegas de Aparecida, que na média são péssimos. Se em Aparecida o Executivo melhorou da água para o vinho, em Goiânia o Legislativo caiu da água para a lama.
Iram Saraiva foi substituído por Clécio Alves. Poderia ter sido por qualquer outro que a diferença seria terrível. Coube a tarefa a Clécio Alves, um sujeito de origem humilde, representante de região carente, que não pode continuar envergonhando quem o apoiou. Desde que assumiu, Clécio vem prestando desserviços para o Legislativo. O rapaz que se fez líder com um trabalho de porta em porta está muito mudado. Poderia crescer e ter a trajetória de um Iris Rezende, a quem segue e com o qual se parece. Mas as semelhanças terminaram. Iris subiu e triunfou em todos os cargos. Clécio está mais para capacho que para tapete voador.

Em vez de pautar assuntos relevantes, como a defesa da sustentabilidade, Clécio Alves conduz a Câmara rumo ao buraco.

Se o Ministério Público acerta ao acabar com os milionários pontos de lavajato na Praça Tamandaré, a Câmara aprova lei autorizando o retrocesso.

Se todos os especialistas em meio ambiente vedam as mudanças no Plano Diretor, a Câmara se rende a pressões externas e entrega a cidade à bagunça.

Ainda está em tempo de Clécio Alves retomar a esperança de a Câmara de Goiânia prestar. Se ele conseguir, será um feito. Se não conseguir, será apenas mais um defeito.