Reajuste das tarifas de ônibus em Goiânia: exemplo de falta de comando de Paulo Garcia

A agenda negativa do prefeito Paulo Garcia (PT) parece não ter fim.

Plano Diretor flexibilizado, ações do Ministério Público por agressão ao meio-ambiente, corrupção na AMMA e mais um rosário de problemas graves, grande parte decorrente do estilo omisso de administrar e da falta de disposição do prefeito para ouvir a sociedade.

O caso do aumento da tarifa do transporte coletivo é gritante. Paulo Garcia quedou-se sem ação diante da fulminante ofensiva das empresas para obter o reajuste de 11,11%, imposto à população nesta semana.

Comparativamente, veja o que houve em São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, administrada por um companheiro – Fernando Haddad – do PT de Paulo Garcia.

Lá, depois de dois anos sem aumento, foi aplicado um reajuste de 6,7%. A inflação acumulada era de 15,5%. Aqui, para uma inflação anual de 6,7%, o aumento foi de 11,11%.

O prefeito negociou com as empresas e impôs o percentual. Aqui em Goiânia, ao contrário, foram as empresas que impuseram o que queriam.

Outra: Fernando Haddad já considerou o efeito da desoneração fiscal, que a presidente Dilma Rousseff anunciou que baixará nos próximos dias, em forma de Medida Provisória. O desconto da desoneração fiscal foi foi aplicado no reajuste em São Paulo.

Aqui, não. As empresas estão loucas para se livrar do PIS e do Confins (a desoneração fiscal de Dilma), mas já estão espalhando que pode nem haver redução do preço da passagem. E que, se houver, será de no máximo R$ 0,10 centavos.

E o prefeito Paulo Garcia?

Tá no Twitter.

 

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