Vem vindo uma rasteira por aí: empresas nem pensam em reduzir a tarifa por causa da desoneração fiscal

Alguém pode dizer que o que você vai ler a seguir, leitor do blog Goiás24Horas, é mera futurologia. E é mesmo. Mas ancorada em indícios cada vez mais consistentes.

O prefeito Paulo Garcia (PT) já postou no Twitter dele que uma eventual redução das tarifas de ônibus de Goiânia, sob o impacto da redução de custos para empresas provocada pela eliminação da cobrança PIS e do Cofins, tem de ser feita “com responsabilidade”.

No Bom Dia Goiás, o comentarista Jackson Abrão disse que tem informações concretas revelando que as empresas de ônibus, se reduzirem a tarifa, o farão no máximo até R$ 0,10 centavos – o que, segundo Jackson, não alivia nem resolve nada para quem depende do transporte coletivo.

Vem vindo uma rasteira aí: o Governo Federal desonerou a carga fiscal das empresas de ônibus, mas isso, em Goiânia, não vai se refletir em nenhuma redução significativa das tarifas do transporte coletivo.

Olha o tamanho da diferença: em São Paulo, o prefeito Fernando Haddad, companheiro do PT de Paulo Garcia, autorizou um aumento das tarifas de ônibus muito menor que a inflação do período e já incluindo a desoneração fiscal.

Você leu corretamente, leitor: o aumento, em São Paulo, foi menor porque já computou a eliminação dos pagamentos do PIS e do Cofins por parte das empresas que exploram o serviço de ônibus.

Em Goiânia, não teve nada disso. E a coisa caminha para que o preço da tarifa fique do mesmo jeito, ou seja, R$ 3, sem dó nem piedade.

E o prefeito Paulo Garcia ainda diz que temos de ver esse assunto “com responsabilidade”.

 

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