Euler Belém e Ney Moura batem boca no Facebook por conta de matéria sobre caso Valério

O jornalista Euler Belém, do Jornal Opção,e o advogado Ney Moura Teles, que defende Maurício Sampaio no inquérito que apura a morte do cronista esportivo Valério Luiz, bateram boca no Facebook devido a uma matéria publicada pelo Opção.

A reportagem com o título – “Testemunhas estão com medo dos réus”, diz Manoel de Oliveira – foi postada no Facebook por Euler e então Ney Moura entrou fervendo.

Veja o debate quente entre os dois:

 

Ney Moura

Jornal Opção não se fez presente na audiência que, hoje, ouviu sete testemunhas de acusação. Nenhuma delas afirmou estar com medo, perante o juiz. Nenhuma. No entanto, o jornal publica declarações do sr. Manoel de Oliveira. Jornalismo ético é assim? Não deveria ter ouvido as testemunhas? Ou procurado ter acesso aos depoimentos? Qual é a do Jornal Opção? É porta-voz do Mané de Oliveira?

 

Euler Belém

Dois esclarecimentos: o repórter estava lá, mas não pôde participar da audiência. Apesar das agressões constantes do advogado Ney Moura Teles, o jornal sempre esteve disposto a ouvi-lo. Esteve e está.

 

Ney Moura

Mentira, Euler Fagundes De França Belém, ninguém do seu jornal me procurou hoje para falar!

 

Euler Belém

Seu cliente não sabe, Ney, mas você não é uma fonte que, procurada, atende os repórteres. E, quando atende, é sempre agressivo ou evasivo. Mas é fácil entendê-lo: está recebendo exatamente para fazer esse papel.

 

Ney Moura

Você mente mais uma vez Euler Fagundes De França Belém. Sempre atendi seus telefonemas. Mas não sou fonte, sou advogado. Nem fonte de seus desejos. Jamais fui agressivo com você ou com qualquer repórter de Goiás. Sempre fui educado. Não faço papel algum, sou advogado, e o que recebo, de todo e qualquer cliente, são honorários, com contrato, que declaro à Receita Federal. Será que o Jornal Opção pode dizer o mesmo? Você leu o relatório da CPI do Cachoeira?

 

Euler Belém

Ney, não queria ser indelicado. Mas, como advogado, pode mentir. O que, como jornalista, não tenho o direito. Se um cliente mandou matar, ou matou diretamente, sua função, como advogado, é negar tudo e, se necessário, desqualificar a imprensa e o inquérito policial. Os repórteres sempre me relatam que você os trata mal, sempre muito agressivo. Se estivesse defendendo a família de Mané de Oliveira, estaria fazendo o mesmo papel, criticando o outro lado.