Em janeiro, médicos reclamaram da Prefeitura, mas Simego pouco fez para cobrar de Paulo Garcia

Em janeiro deste ano, médicos reclamaram ao Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) das condições de trabalho. O presidente Leonardo Reis agendou uma reunião com o presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Salomão Rodrigues Filho e os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) para discutir sobre as más condições de trabalho enfrentadas pela categoria e remuneração.

O próprio site do Simego relata:

“Segundo relato dos médicos com a epidemia de dengue os Centros de Atendimento Integrados à Saúde (CAIS) e demais unidades de saúde do município estão presenciando momentos de superlotação, tendo como consequência a sobrecarga de trabalho.

Outra reclamação dos médicos vinculados à SMS é de que em algumas unidades, a diretoria tem feito muita pressão sobre os médicos, gerando constrangimentos e assédio moral, sobretudo quando a diretoria é formada por profissionais que não são médicos e não há um coordenador médico nomeado.

Os médicos que possuem como vínculo a forma de credenciamento se queixaram que estão sendo desligados sumariamente, para dar lugar aos concursados. Além disso, outro ponto de reivindicação é o aumento da remuneração paga por plantão, que em algumas unidades não ultrapassa o valor de 600 reais.

O SIMEGO e o Cremego já entraram em contato com o Secretário Municipal de Saúde, Fernando Machado, para marcar uma audiência em conjunto com os médicos do município, com o intuito de discutir e tentar encontrar soluções para os problemas apontados pelos profissionais”.

Só jogo de cena.

De lá pra cá, nada mudou, mas o sindicato calou-se.

Recentemente, 200 médicos da Prefeitura pediram demissão alegando falta de condições de trabalho.

O Sindicato continuou calado.

Prefere direcionar todos os esforços contra o Estado.

 

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