Se não fosse a Veja (e a Folha, o Estadão e O Globo), o Brasil já seria um Estado bolivariano

A morte de Roberto Civita, do Grupo Abril, que tem a revista Veja como o seu principal produto, colocou holofotes não apenas na necessidade de garantir a liberdade de imprensa no Brasil, mas numa questão muito mais crucial: a sobrevivência do regime democrático no país.

Roberto Civita tinha paixão pela Veja. E mais de um milhão de brasileiros que assinam a revista, alcançando mais de 10 milhões de leitores, também.

As posições firmes da Veja permitiram desmascarar o esquema do mensalão (e muitos outros escândalos), mas a verdade é que nenhum outro grupamento político conspirou (e conspira) contra a democracia no Brasil como o PT.

A Veja (mais a Folha, o Estadão e o Globo, dentre outros veículos da chamada grande imprensa) formaram e formam a vanguarda da vigilância democrática e há mesmo quem diga que – não fosse essa nossa grande imprensa – já estaríamos há muito tempo imersos em uma república bolivariana, sem liberdade de expressão, sem Estado de Direito e… sem papel higiênico.