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Pizzaiolo da vez, Clécio manobra para abafar CEI e proteger vereadores

O escândalo que envolve a liberação de licenças ambientais da prefeitura em troca de propina vem permitindo ao presidente da Câmara, vereador Clécio Alves (PMDB), que desenvolva uma nova habilidade: ser pizzaiolo.

Clécio faz o que pode – e o que não pode – para proteger da degola Paulo Borges (PMDB), preso em casa no dia 15 de janeiro, e Wellington Peixoto (PSB), irmão do deputado estadual Bruno Peixoto (PSB), conduzido à força ao Ministério Público quando foi deflagrada a operação “Jeitinho”.

Os requerimentos para instalação de Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara foram apresentados há 20 dias. A conferência das assinaturas poderia ser realizada em menos de 24 horas. No entanto, poucas providências foram tomadas pelo presidente e pela diretoria da Casa até agora. “Se ainda não andou, é porque estão enrolando”, afirma o vereador Elias Vaz (PSol).

Na sexta-feira, o requerimento para instalação da CEI estava na diretoria legislativa, que vai analisar mais uma vez a legitimidade dos requerimentos e enviá-los para publicação. Em seguida, os líderes de bancada serão convocados para, em 48 horas, apresentarem os nomes que vão fazer parte da Comissão.