O Popular faz trabalho que MP, omisso, deixou de fazer na crise do transporte coletivo

No melhor trabalho jornalístico publicado este ano em Goiás, O Popular denunciou neste sábado as planilhas das empresas de transporte coletivo de Goiânia, aprovadas pela CMTC, por incluir impostos que deixaram de existir há anos.

Gol de placa do repórter Vandré Abreu – e de toda a redação do jornal.

Na prática, a denúncia significa que a população usuária de ônibus está sendo lesada, transferindo para as empresas recursos indevidos.

E muito grave e pode até ser crime.

Essa apuração, dada a dimensão que o debate sobre o abusivo aumento da tarifa assumiu em Goiânia, caberia ao Ministério Público – por se tratar da defesa de um direito difuso, que é o direito do consumidor.

Mas qual? O Ministério Público se omitiu e continua omisso no episódio. O promotor da área do consumidor, Murilo Miranda, chegou a faltar – alegando motivação pessoal – a uma audiência pública na Assembleia, em que o Procon também denunciou outras inconsistências nas planilhas das empresas.

O repórter Vandré Abreu e O Popular, neste sábado, valeram por uma instituição.

 

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