Isanulfo, em carta ao POP, esclarece mais uma vez a diferença entre liberdade de expressão e calúnia

O polêmico artigo da jornalista Karla Jaime, em O Popular, argumentando – em outras palavras – que chamar um político de “corrupto” é apenas fazer uma crítica (e mais ainda, que o político buscar na Justiça a reparação do seu nome e da sua honra “é tiro no pé”), mereceu uma resposta do jornalista Isanulfo Cordeiro, assessor de imprensa da Governadoria.

Em carta extremamente equilibrada dirigida a O Popular, Isanulfo começa elogiando o texto de Karla Jaime e em seguida repete que o governador Marconi Perillo defende a liberdade de expressão, mas que isso nada tem a ver com uma “ação mentirosa, caluniosa, difamatória, injuriosa de pessoas que se utilizam de espaços democráticos em clara afronta à lei e aos direitos de qualquer cidadão”.

Isanulfo faz também referência à famosa carta do leitor Túlio Carvalho, que pode nem existir, publicada no espaço de cartas de O Popular, chamando o atual Governo de “corrupto” – sem provas.

Lera a carta do jornalista Isanulfo Cordeiro:

 

Artigo

São altamente pertinentes as considerações da jornalista Karla Jaime acerca dos deprimentes atos de vandalismo cometidos por supostos manifestantes em meio aos protestos contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. Mas não procede a avaliação de que houve retaliação ao leitor Túlio Carvalho por causa de suas observações quanto ao comportamento do governo. O governo respeita e defende o livre debate das ideias e opiniões, e Marconi Perillo nunca se levantou contra esse debate, aliás, em tudo salutar e essencial para a democracia.

O próprio governador já expressou seu apoio, histórico, às liberdades de imprensa, de expressão, de opinião. Diferente disso é a ação mentirosa, caluniosa, difamatória, injuriosa de pessoas que se utilizam de espaços democráticos em clara afronta à lei e aos direitos de qualquer cidadão. Mas, conforme já se disse repetidas vezes, o governador e o governo de Goiás não podem se calar diante de afirmações levianas. Qualquer cidadão tem o direito e o dever de procurar defender-se de atos de injúria, calúnia ou difamação. Quanto ao ex-presidente Lula sentir-se ofendido, caluniado ou injuriado com eventuais manifestações do governador, conforme preocupação expressa da articulista,deve ele procurar os mesmos meios de que tem se valido Marconi Perillo: a lei.

O leitor, na verdade, foi tão somente chamado a provar sua acusação de que, conforme afirmou, “o governo é corrupto”. Não passará de mera deturpação da realidade outra associação com as críticas e cobranças do cumprimento de qualquer promessa – estas sim, saudáveis e necessárias.

Isanulfo A. Cordeiro
Gabinete de Imprensa do Governador

 

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