Retrospectiva 2017: Câmara retrocede com Andrey. Alego avança e fica mais produtiva com Vitti

Vamos iniciar nesta semana a retrospectiva de 2017. Foi ano de novidades no Legislativo, nos Executivos municipais e etc… Temos muita coisa para falar, relembrar, analisar e repercutir. Iniciemos então pelo Legislativo goianiense.

Andrey Azeredo venceu para vereador para ser a estrelinha do PMDB na Capital. É aquele político que já começa carimbado para ter um futuro de valor dentro do partido. No caso do PMDB, “um sucessor de Iris e, quem sabe, futuro prefeito da Capital”.

Foi com a ajuda do velho cacique que Azeredo virou presidente da Câmara. Foi então que o carimbo começou a borrar. Andrey sempre se comportou como menino de recados de Iris. Uma coisa é ser da base, administrar os interesses do Executivo e domar os vereadores. Outra coisa é ser subserviente e se agachar aos caprichos do prefeito.

Andrey caiu nessa segunda opção. Além disso, não conseguiu cumprir aquele que era seu principal desafio: elevar o nível das discussões na Câmara. A pauta continua pobre, mesquinha e repleta de picuinhas e projetos que não rendem nada, mas nada mesmo, para nossa cidade.

Tem mais! Como Iris despreza a Câmara e não escolheu um líder na Casa, todo o desgaste caiu nas costas de Andrey. Os vereadores mais combativos deste ano (Jorge Kajuru, Elias Vaz, Dra. Cristina) transformaram Andrey em alvo preferencial.

Mudamos de endereço agora. Saímos da Câmara e vamos para a Assembleia. O deputado José Vitti, ao contrário de Andrey, soube muito bem aproveitar a dimensão de seu cargo. Modernizou a transparência da Casa, convocou concursados, acelerou as pautas e estabeleceu uma dinâmica nova na Alego.

O brilho final de Vitti veio no final ano. Administrou de maneira diplomática projetos tensos e polêmicos, como o da criação dos cartórios (que ficou para 2018) e o da concessão das rodoviais estaduais, esse aprovado em 1ª votação. Não podemos esquecer do fecha aos gazeteiros. Estabeleceu a criação do ponto biométrico no plenário, colocando fim à turma que falta ao serviço.

Politicamente, Vitti também superou Andrey. O peemedebista é hoje visto só como um protegido de Iris. Vitti não é visto como um protegido do governador Marconi Perillo. Sua estirpe política cresceu. Consolidou bases eleitorais importantes, agregou aliados, dialogou com Marconi sem ser capacho e virou figura relevante dentro do PSDB.

Tanto que seu nome hoje já é cotado para ser candidato a prefeito de Goiânia em 2020.