Denunciado pela CPI dos Incentivos Fiscais, dono da Novo Mundo ataca deputados

A CPI dos Incentivos fiscais pode ‘engatar’ uma “ré” e “acelerar para andar para trás”, segundo o presidente da Novo Mundo, Carlos Luciano.

Em entrevista ao Diário de Goiás, nesta quinta-feira (03/10), o CEO de uma dos maiores grupos do Estado comentou sobre os andamentos da CPI e do projeto de lei aprovado e assinado pelo relator da CPI, o deputado Humberto Aidar (MDB) que estabelece novas regras para os incentivos fiscais no Estado de Goiás e suspende até 2022 a “concessão e fruição dos incentivos e benefícios fiscais” que contemplem os programas Produzir e Progredir, nos quais o grupo Novo Mundo está inserido. “

Como é o que estado quer ser competitivo deixando de atrair e ter instrumentos que atraiam empresas ou que façam que as empresas que estão instaladas invistam a mais?”, questionou

Um dos argumentos de Aidar é que as empresas recebem incentivos em Goiás, mas investem em outros estados. Além do Novo Mundo, o grupo de Carlos Luciano ainda administra a Mega Moda, o Mega Moda Hotel e uma indústria de móveis.

Luciano considera o projeto de lei apresentado por Aidar como um retrocesso e que não colabora com a competição econômica em Goiás. O resultado será o retorno de Goiás a uma economia “agropastoril”. “Como é o que estado quer ser competitivo, deixando de atrair e ter instrumentos que atraiam empresas ou que façam que as empresas que estão instaladas invistam a mais? Se isso acontecer, passo a passo, Goiás vai voltando para sua origem que é a de um Estado agropastoril. O caminho deve ser outro: buscar fomentar, trazer empresas e incentivar empresas que invistam cada vez mais no Estado e que trazem contrapartidas”.