Com voz embargada, Aidar diz que ataque de empresários a ele chegou ao filho de 11 anos e avisa: “Não me metem medo”

Alvo de uma nota assinada por entidades empresariais comandadas por Sandro Mabel (Fieg) – e formadas por empresários que se enriqueceram com incentivos fiscais, o deputado estadual Humberto Aidar (MDB) afirmou com a voz embargada que nesta quinta-feira, na saída da escola, o filho de 11 anos chegou a ele com um jornal na mão e perguntou o que é que ele “estava fazendo para prejudicar Goiás”. O deputado diz que a cena cortou-lhe o coração, mas respondeu aos empresários: eu irei até o final. Não me metem medo. Se tem um sentimento de que eu sou desprovido é o medo. A nota não me motiva a perseguir ninguém, mas me dá um combustível muito forte e me dá certeza de que estamos no caminho certo”. Veja abaixo a fala dele na íntegra.

Eu tenho sido atacado. Já gravaram vídeo. Ameaçaram estampar minha foto em outdoors dizendo que serei o responsável pela quebradeira das indústrias em Goiás. Eu sei onde é que estou entrando e irei até o final desta CPI. Já fui convidado por todas as emissoras para tratar de Incentivos e não fui. Só vou depois de apresentar o relatório final. Mas eu sei que algumas leis nossas têm incomodado o setor. Diante de tudo isso, quero dizer que a única coisa que me dói é ir buscar meu filho na escola e o menino com apenas 11 anos chegar com um pedaço de jornal, dado por um coleguinha dele, e ele me perguntar: “pai, o que é que o senhor está fazendo contra Goiás?”. Mas eu irei até o final. Deveriam ter a coragem de dizer qual foi o valor pago por esta nota. Não me mete medo. Se tem um sentimento de que eu sou desprovido é o medo. Não me motiva a perseguir ninguém, mas me dá um combustível muito forte e me dá certeza de que estamos no caminho certo. Se querem mandar em CPI, ou convocar A ou B, que se candidate. Isto é prerrogativa nossa, dos deputados. Minha esposa diz: “onde é que você foi mexer”. Eu, quando escolhido relator, sabia com o que é que estávamos lidando. Mas eu vou ao final da CPI dizer quantos empregos foram gerados em Goiás. Mostrar que pequenos produtores de leite vendem o almoço para ganhar o jantar enquanto ficam ricos os que compram o leite dele. Lamento que todas estas entidades tenham assinado esta nota e quero convidá-los todos a analisar a farta documentação desta CPI. Ninguém está sendo e nem será execrado, mas traremos quem precisa ser trazido. Enganam-se aqueles que fazem ameaças com objetivo de intimidar a CPI. Não vou mudar um centímetro da minha postura. Estes ataques têm me fortalecido porque somos forjados na luta.