Adriana Accorsi diz que PEC da Educação é desumana e manifesta voto contrário

Quinta oradora a discursar hoje na Ordem do Dia, a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) se posicionou contra a Proposta de Emenda Constitucional de nº 5403/19, a chamada PEC da Educação, que inclui a Universidade Estadual de Goiás (UEG) nos 25% gastos anualmente pelo estado com Educação. Adriana ainda disse que “Caiado falava na campanha que não iria fechar as escolas e sim ampliá-las. Trata-se de uma coisa desumana”, disse.

Sobre a legalidade da propositura, a deputada afirmou que esse projeto é inconstitucional, concordando com o deputado Cláudio Meirelles (PTC), que também acha o mesmo. Para ela, quem aprova esse projeto está retirando dinheiro da educação. “A UEG é um patrimônio do povo goiano, é uma forma do mais humilde ingressar no curso superior. A UEG não pode ser sucateada até acabar, temos que defendê-la”, conclamou. “Tirar dinheiro da educação básica ou da UEG é algo desumano, e é o que esse projeto faz, já que o porcentual total de 27% agora cai para 25%”, destacou.

“No governo Marconi, eu aqui também votava contrário a projetos deste tipo, e Caiado usa agora a mesma estratégia do Marconi. Como justificativa, fala em terra arrasada. Esse projeto compromete o futuro das crianças e adolescentes de Goiás, muitas escolas rurais podem ficar sem recursos, temos que levar mais recursos para as escolas e não fazer o caminho inverso”, criticou a petista.

“Eu não sou de fazer oposição por oposição, nem ao governador Caiado, nem ao prefeito Iris. Não defendo a história de terra arrasada. Agora, por exemplo, os Cais de Goiânia estão funcionando 24 horas, mas até pouco tempo as pessoas morriam na porta das unidades de saúde”, finalizou Adriana.