OAB-GO é usada para “interesses pessoais”, critica o movimento oposicionista Nova Ordem

O movimento de oposição, denominado Nova Ordem, à atual gestão da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) se reuniu na quinta-feira (5), em Goiânia, informa o site Diário de Goiás. O objetivo, segundo o líder do grupo, Júlio Meireles, é dialogar sobre a advocacia e manter ativa a relação política em relação a atual gestão da OAB no estado. O evento reuniu dezenas de advogados da capital e do interior na Churrascaria Nativas.

De acordo com Júlio, o sentimento era de lamentação: “Na semana passada vimos cenas lamentáveis, utilização da máquina em prol de interesses pessoais, e é contra isso que a advocacia vem se rebelando. Esse é o motivo de tanta gente estar buscando o mesmo ideal”.Para ele, marca o atual momento, as recentes denúncias de deputados estaduais afirmando “que o presidente da Instituição estava utilizando do prestígio da instituição para obter êxito num projeto, ação, de um cliente particular e isso é altamente nocivo para a Ordem De Advogados do Brasil”.

As denúncias, a que Júlio se refere, são em relação ao fato do atual presidente da Ordem, Lúcio Flávio, ser um dos advogados da Enel. Nesta semana, o presidente conseguiu liminar o em que foi liberado de não comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel para depor.

Júlio afirma que não há impedimento legal de Lúcio Flávio ser um dos advogados da Companhia, porém, para ele, “conciliar essas duas coisas é muito difícil”.

“Ele tem que colocar a frente os interesses do estado de Goiás, interesses da advocacia no estado de Goiás e não em primeiro lugar os interesses de seu cliente. Então quando da aceitação da procuração ele deve pensar muito bem sobre isso porque há sim um fator limitador, há um impedimento moral, não é legal. O que ele não pode fazer, denúncia dos deputados, é que ele estava utilizando a estrutura, o bom nome que a Ordem dos advogados tem em prol desse cliente dele”, criticou o líder da oposição.