Com leitos ociosos e baixa taxa de mortalidade de coronavírus até agora, Hospital de Campanha de Goiânia expõe falta de planejamento e gastos acima da realidade financeira do Estado

No mês de março, o Hospital de Campanha de Goiânia operou com menos de 10% dos leitos ocupados, de um total de 221 disponibilizados para o enfrentamento da covid-19. Dos 16 pacientes internados, nenhum estava contaminado pelo coronavírus. O Hospital de Campanha é administrado pela Organização Social Agir, que foi selecionada pela secretaria estadual da Saúde (SES) por R$ 57,7 milhões para gestão da unidade de saúde por um período 180 dias – ou seja, por R$ 9,6 milhões por mês. O balanço de março mostra que o dinheiro público foi jogado pelo ralo e a projeção é que o hospital siga na mesmo diapasão em abril, com baixa taxa de ocupação de leitos para contaminados de coronavírus.
Até o dia 22/04, 28 mortes foram registradas no Hospital de Campanha de Goiânia, das quais 15 testaram negativo para coronavírus. Três ainda não tiveram os testes concluídos e em outros dois casos o resultado não conseguiu determinar a causa da morte.
Não se discute que todos os esforços devem ser empregados para combater a pandemia, mas os números do governo Caiado neste momento revelam no mínimo falta de planejamento e, o que é mais preocupante, gastos muito acima da realidade financeira do estado.
Pode ter coelho neste mato.