Carlinhos Cachoeira acusa reportagem do jornal O Popular de sensacionalismo 

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, soltou uma nota à imprensa, na noite desta segunda-feira (8), apontando  sensacionalismo na reportagem “Codego ignorou pareceres a favor da venda de áreas  a filho de Cachoeira a preço se mercado”, do jornal O Popular. Cachoeira afirma na nota que nem ele, nem seu filho, o empresário Matheus Henrique Ramos, foram ouvidos pelo veículo.
O empresário diz ainda que o jornal tenta transformar uma negociação “comum e cotidiana” em um escândalo após uma série de reportagens assinadas pela jornalista Fabiana Pulcineli. As matérias questionam um contrato do governo de Goiás com a empresa de Matheus, a ETS importação e exportação. Cachoeira afirma ainda que a própria jornalista, em conversas privadas com ele, por meio do whatsapp, admite que “não há crime” em nenhuma etapa da negociação.
O caso da venda de uma área do Daia, em Anapólis, para a empresa ETS veio à público após O Popular indagar, com base em pareceres feitos pela Controladoria Geral do Estado (CGE), que o contrato feito entre o governo estadual e o filho do empresário  está abaixo do preço de mercado.
Segue a nota de Carlos Ramos Augusto enviada ao jornal O Popular na íntegra: 
“Uma vez que fui citado, mas não fui ouvido nesta reportagem, e nem o Matheus – proprietário da empresa ETS – segue abaixo nota de esclarecimento a qual solicito que seja inserida na reportagem referida.
*Nota de Esclarecimento*
Causa estranhamento a reportagem “_Codego ignorou pareceres a favor de venda de áreas a filho de Cachoeira a preço de mercado_”, veiculada no site do jornal O Popular, tendo em vista que é flagrante o sensacionalismo em transformar uma negociação comum e cotidiana em um “escândalo”.
Dado este cenário, cabe esclarecer que:
– não há qualquer participação minha na empresa ETS. A vinculação de meu nome somente visa a dar visibilidade e criar um clima de juízo de valor;
– A própria jornalista autora da reportagem admitiu em conversa privada comigo que “não há crime” em nenhuma etapa da negociação;
– A reportagem afirma que pareceres “desapareceram” do processo. O que isto significa? Foram furtados? E se há pareceres, que sejam apresentadas as cópias e que se busque a explicação para que um recomendação não fosse seguida. Os responsáveis devem ser arguidos;
– A pressa pelo sensacionalismo de O Popular coloca em risco um investimento de alto valor que pode fazer a diferença na geração de empregos e renda para Anápolis e o Estado de Goiás;
– Estou a disposição para ser ouvido em qualquer tipo de reportagem em que seja citado, a fim de garantir a transparência nas informações”.