Quem acompanha a administração do prefeito Paulo Garcia (PT) deve estar preocupado com o seu desespero por dinheiro. Não há receita que baste para o prefeito, cuja sanha arrecadatória, convenhamos, não é nada sustentável.
No começo do atual mandato, Paulo afrouxou o Plano Diretor para atender exigências do mercado imobiliário e de grandes indústrias, interessadas em fundar base na região Noroeste da cidade. Ele ignorou o alerta até de especialistas da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Conselho de Arquitetura, que emitiram laudos contrários ao afrouxamento sob argumento de que seria prejudicial às nascentes a ao meio ambiente na região.
Na sequência, o prefeito tentou impor à cidade inteira um reajuste criminoso no IPTU, que poderia chegar a 37%. A proposta só não foi adiante porque as entidades do setor empresarial se uniram aos vereadores de oposição num levante contra o Paço Municipal, que resultou em uma derrota vexatória na votação de quinta-feira: o reajuste foi vetado na Câmara.
Agora, Paulo Garcia (o incansável) recarrega as baterias para outra guerra que promete ser dura. Ele enviou ao Legislativo projeto de lei que prevê a venda de áreas públicas que valem R$ 250 milhões. Curioso é que o prefeito quer se desfazer do patrimônio público com pressa incomum. Pode isso?
Não dá pra entender o desespero do prefeito por dinheiro.
Qual será o próximo passo? Vender Goiânia?