Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia

quinta-feira , 17 setembro 2026
Goiânia

Jeová Lopes ou Douglas Branquinho: um dos dois mentiu sobre as fraudes que ocorreram na gestão de Iris. O jeito é fazer acareação

Se quiser passar a limpo as falcatruas que aconteceram na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplam) durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB), os vereadores que participam da CEI das Pastinhas terão de descobrir quem mentiu ao depor na Câmara Municipal: o ex-secretário Jeová Alcântara Lopes ou o ex-chefe do Departamento de Análise e Aprovação de Projetos (Daap) Douglas Branquinho.

Entenda quais são as divergências:

1. Servicinhos extras: Douglas Branquinho, assim como todos os outros servidores que prestaram depoimento à CEI, afirmou que era comum os arquitetos e analistas da pasta serem contratados por grandes construtoras para fazerem servicinhos extras. O problema disso é que estes mesmos arquitetos e analistas tinham que analisar pedidos de alvarás protocolados pelas empresas para as quais eles prestavam serviço. O interesse privado mesclou-se perigosamente ao público. E todos os depoentes disseram que os ex-secretários (entre eles Jeová) aprovavam esta promiscuidade. Jeová disse, nesta sexta-feira, que é mentira. Garantiu que não sabia disso.

2. Desrespeito ao Ministério Público: Branquinho disse ter recebido ordens do ex-secretário Jeová Alcântara para fazer vistas grossas ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que vedava a anexação de novas áreas a três empreendimentos na quadra C8 da Rua 13 com a Avenida H, no Setor Jardim Goiás, de interesse das construtoras Prumus, Opus e Consciente. Jeová nega. Diz que nunca pediu aos servidores que ignorassem o Ministério Público: “Eu confiava na minha equipe”.

3. Bonde da alegria: O decreto 176/2007, assinado pelo então prefeito Iris Rezende (PMDB), limitava a 131 o número de empreendimentos que poderiam complementar documentação para adequação ao antigo Plano Diretor de 2004, menos rigoroso que o atual, de 2007. No entanto, a suspeita é de que mais de 300 obras que não estariam nessa lista teriam recebido alvará para início das obras ou para reserva de rolo. “Como aconteceu o protocolo desses projetos eu não sei”, afirma Jeová. Branquinho garante que a ordem para o afrouxamento da regra legal veio de cima.

 

Artigos relacionados

Goiânia

Jogador do Vila Nova é alvo de operação da PF contra tráfico de drogas e armas

Operação O lateral-direito do Vila Nova, Hayner William Monjardim, de 30 anos,...

Goiânia

Adolescente que atropelou e matou casal é apreendido em Goiânia

Provisoriamente O adolescente de 17 anos investigado pelo atropelamento que matou um...

Goiânia

Mulher que foi atropelada por adolescente bêbado morre em Goiânia

Morte encefálica Neifa Freitas de Farias Alves, de 50 anos, mulher que...

Página no Instagram censurada por denunciar rombo do Banco Master na prefeitura de Aparecida de Goiânia