sábado , 4 julho 2026
Goiânia

Lei penal frouxa: assassina de Nathalia já cometeu crimes, ficou presa uma semana, saiu, matou e, se agora pegar pena máxima, estará nas ruas de novo daqui a 9 anos

Natália Gonçalves de Souza, que matou na noite da última segunda-feira a estudante Nathalia Araújo Zucatelli, à saída da escola onde a vítima estudava, já esteve presa pelos crimes de roubo e receptação, mas ficou na cadeia por apenas uma semana e foi libertada pelo Poder Judiciário.

A moça tem perfil de psicopatia: o crime que cometeu é injustificável, mas ela demonstra absoluta distância em relação ao que fez.

O caso pode se tornar em mais um exemplo da frouxidão das leis penais no Brasil. Devido à gravidade do homicídio, sem motivo nenhum e com requintes de frieza, Natália Gonçalves de Souza, caso venha a ser condenada à pena máxima admitida no Brasil, de 30 anos de prisão, terá direito à liberdade provisória assim que cumprir um sexto da pena – o que significa que daqui a poucos anos, 9 no máximo, poderá estar circulando livremente pelas ruas.

Em qualquer outro país minimamente civilizado, ela seria condenada ou à prisão perpétua ou a penas longas, sem direito a condicional.

Não há como reprimir a criminalidade, no Brasil, sem uma mudança radical nas leis penais.

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