Corporativismo em alta: Tayrone e Clécio defendem vereadores gazeteiros

Vereadores gazeteiros da Câmara Municipal de Goiânia não têm com que se preocupar. No que depender do presidente Clécio Alves (PMDB) e do primeiro-secretário da Mesa Diretora, Tayrone di Martino (PT), ninguém sofrerá sanções administrativas ou ter o ponto cortado por faltar às sessões. Os dois se destacaram na sessão de hoje pelo comportamento corporativista que adotaram na defesa dos pares.

O debate sobre a situação dos vereadores que há semanas não dão as caras no plenário aconteceu porque faltou quórum para analisar vetos do Executivo. Paulo Magalhães (PV), um dos mais assíduos, cobrou providências do presidente contra os gazeteiros e citou, como exemplo, o vereador Wellington Peixoto (PSB), que não compareceu a mais de duas sessões desde que o ano Legislativo começou. Em resposta, Magalhães levou um sermão.

A líder do prefeito na Câmara, Célia Valadão (PMDB), afirmou que Paulo não pode ser injusto com Wellington, porque o colega do PSB estaria, na verdade, com conjuntivite e teria apresentado um atestado médico.

Parecendo entender de medicina e conhecer a fundo os problemas do vereador ausente, que é suspeito de negociar a liberação de licenças ambientais em troca de propina, Tayrone confrontou o ataque do colega do PV. Acuado, Tayrone tentou encerrar a discussão. “Estou seguindo os trâmites das forma legal”.

Em seguida, o petista disse que acredita nos vereadores que não estavam presentes à sessão e se justificaram com atestados médicos. “Não é possível que um vereador venha legislar e faça isso (falsificar atestados)para não estar aqui”, disse Tayone, defendendo o amigo, e encerrado a sessão.

Clécio, por sua vez, afirmou que esta legislatura de gazeteiros está dando exemplo para as futuras gerações.