Nos bastidores, família Câmara critica “discurso de terra arrasada” e insatisfação começa a aparecer na cobertura dos veículos do grupo

A família Câmara, proprietária do conglomerado de veículos de comunicação de Goiás afiliado à Rede Globo, vem criticando duramente nos bastidores o que vem chamando de “discurso de terra arrasada” propagado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e seu time de secretários.

No Grupo Jaime Câmara e em rodas com outros empresários, os Câmara e seus sócios vêm dizendo que o discurso de calamidade é “péssimo” para a economia do Estado e que o Grupo Jaime Câmara (GJC) já vem sentindo seus efeitos sobre o humor dos anunciantes.

O descontentamento com a postura já se reflete na cobertura dos veículos. Na reportagem sobre a ida da supersecretária e primeira-ministra forasteira Cristiane Schmidt (Economia) à Assembleia Legislativa para prestar contas sobre a situação fiscal do Estado, o jornal O Popular de hoje admite que as declarações da auxiliar sobre terra arrasada são “discurso”.

Depois que não decidiram mais vender a empresa, ao menos por ora, os Câmara estão diante do desafio de manter a rentabilidade dos veículos – TV Anhanguera, rádios CBN Goiânia e Executiva, jornais O Popular, do Tocantins e Daqui e seus respectivos portais na internet.

Como de resto todo o mundo econômico, os Câmara sabem que o primeiro vetor do investimento é o humor. O discurso de terra arrasada afugenta os investimentos, porque quem tem um mínimo de juízo não vai querer colocar dinheiro num Estado que se define como quebrado.