Polêmica sobre colégio militar de Itumbiara prossegue: aluno endossa críticas à unidade

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“Venho falar sobre a resposta dada pelo presidente da APMF do CEPMG -UDR à uma denúncia feita por aluno do colégio.
Então, compreendemos perfeitamente a necessidade da contribuição, afinal, acreditamos que ela tem a função de manter o padrão CEPMG que estávamos acostumados. No texto do colega muito foi retratado sobre a realidade que o colégio se encontra e ainda tem muito mais coisas acontecendo, as quais não vieram à tona.
Falar que o filho faz parte dessa unidade e que se orgulha dele é ótimo. Minhas notas também estão entre as melhores da sala, mas isso não significa que está tudo bem. Sempre me orgulhei do colégio, o problema é que hoje o encontramos em situação vexatória. Para quem entrou no ano passado, está ótimo. Caso suas filhas tenham usufruído do comando anterior, sinceramente, nem se compara a organização, dinâmica, desenvolvimento e intermediário pedagógico, projetos, avaliações internas e externas. Olhe o simulado do ensino médio que foi aplicado. Várias questões no conteúdo de matemática foram anuladas, já que havia erro na elaboração. Cadê a coordenadora desse seguimento que não analisou o simulado? Concordo com o meu colega quando fala sobre o erro pedagógico porque estou sem professor de matemática aplicada há duas semanas e as avaliações começarão nessa semana(terça-feira). Estou sem professor de gramática há algum tempo, e também haverá avaliação dessa disciplina. Momento algum foi colocado à prova a administração da APMF apesar que, em novembro de 2018 alegavam que o colégio não possuía verba para fazer o Encantando e na mesma época destruíram a escada da quadra para fazer a mesma quase no mesmo lugar.  Funcionários deixaram o colégio por falta de pagamento, outros permaneceram e ficaram recebendo o salário de forma atrasada e  “picada”. Pra uma escola que precisava economizar nos gastos, muraram a escola e sem explicar nada a comunidade escolar,  boa parte do muro foi destruída e refeita.
Não tenho o objetivo de bombardear ninguém, apenas quero um estudo de qualidade, e ser respeitado como aluno, pois os militares da disciplinar estão confundindo falta de educação com “pulso firme”. Estão dizendo por aí que o colégio foi ampliado que agora atende cerca de 1 mil e 600 alunos. A quantidade de alunos de fato aumentou, porém, o espaço físico não comporta e  nós remetemos àquela velha frase  de “quantidade não significa qualidade” . Estamos sem aulas de reforço, algo que foi prometido para 2019, e até agora não aconteceu, lembrando que essas aulas fazem parte da rotina desta unidade escolar há anos.
Desde que entrei no colégio, admirava o fato de não ter envolvimento com política.  Sendo assim, os eventos da escola eram pontuais e não dependiam de ninguém para que acontecesse. Em 2018, aconteceu de tirar alunos da sala de aula para acompanhar campanha política, receber o candidato a governador. Se necessário, buscarei e enviarei fotos de aluno do colégio trajado com o uniforme em evento de campanha política. Como foi solicitado o uso de nomes, infelizmente não posso me identificar por medo de ser oprimido e perseguido.  Se aconteceu com professores de “peso” na unidade, o que dirá de mim, um aluno em meio aos 1 mil e 600. Muitos temem em comentar que solicitamos uma fiscalização no colégio, assim, saberemos que na denúncia há apenas verdades, porém, queremos uma fiscalização silenciosa que apareça sem ser anunciada. Verão que há muito mais acontecimentos graves do que o que foi citado na denúncia anterior.
Não sejamos hipócritas, façamos uso da palavra para que realmente haja melhorias no colégio. Não estamos pedindo algo superficial, só queremos usufruir de um bom ensino, queremos usufruir do CEPMG de ponta, onde os alunos eram envolvidos com projetos incríveis, onde os alunos faziam provas externas e ocupavam lugares de destaque no pódio. Queremos um CEPMG onde o militar que cobra o fardamento adequado do aluno seja exemplo dessa cobrança, onde o chefe geral seja fiscalizado pelos militares e aplique o carimbo para todos que descumprirem as regras porquê os “amiguinhos” não recebem o tal carimbo quando a escola é posta em forma na quadra. Queremos o CEPMG onde o aluno sinta orgulho e tenha respeito pelo comandante, onde o líder realmente seja um líder, que resolva problemas e pare de adiar assuntos pela metade, deixar para depois . E nas reuniões, quando os pais fazem observação em grupo, pede que marque um horário para falar com ele depois, ou que procure a coordenação. Se sente afrontado e não permite que seja exposta a insatisfação do pai e/ou aluno. Queremos alguém que tenha respeito por nós e não atenda o celular ou responda o WhatsApp o tempo todo quando está em reunião, que seja pontual nos eventos da escola.
Enfim, tanta coisa fora do lugar nessa escola, se perguntarem porquê então eu não me mudo para outra escola? Minha resposta é: tenho esperança que sejamos atendidos e tudo volte a ser como era antes. Não posso pagar um colégio particular muito menos uma faculdade. Dependo da colégio para usufruir do ENEM.  As outras escolas não podem me proporcionar isso.”