Jornal Opção: funcionários denunciam desmonte do Vapt Vupt pelo governo Caiado

 

O Jornal Opção recebeu uma denúncia de funcionários do Vapt Vupt relatando que, após reestruturação do serviço, várias unidades estão funcionando de forma precária. Além do grande número de exonerações, os servidores estariam insatisfeitos com o corte de gratificações e redução de salários de grande parte do pessoal que trabalha nas unidades de atendimento. “Algumas unidade estão funcionando com 50% dos funcionários, deixando de prestar diversos serviços e com um atendimento lento”, relatou um servidor.

O corte das gratificações faz parte da segunda etapa da reforma administrativa do governador Ronaldo Caiado (DEM) e, segundo um servidor que preferiu não se identificar, compromete diretamente a qualidade e disponibilidade dos serviços prestados à sociedade. Além de reduzir a quantidade de cargos, a reforma padroniza os salários e subsídios pagos aos funcionários, o que acaba por diminuir a remuneração de grande parte dos servidores do Vapt Vupt.

Em funcionamento há quase duas décadas, o programa Vapt Vupt tem 78 unidades em todo o Estado. As unidades reúnem serviços como emissão de carteira de identidade, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Certificado de Reservista, serviços das Prefeituras, entre outros. No entanto, segundo a denúncia, as unidades do Araguaia Shopping, Caldas Novas, Mangalô, Portal Shopping, Passeio das Águas, Ceres, cidade de Goiás, Formosa, Catalão, Palmeiras, Piracanjuba, Minaçu, Goiatuba, Planaltina, Posse, Quirinópolis, Porangatu, Rubiataba, Santa Helena, Mineiros, Trindade e Maysa, estão sofrendo com a falta de servidores.

Essas unidades estariam realizando algumas manobras para suprir a falta de recursos humanos. Algumas reduziram o horário de atendimento, enquanto outras deixaram de prestar alguns serviços que antes eram ofertados. “Essas adequações foram necessárias por conta da falta de servidores”, pontuou um servidor, que informou ainda que as exonerações estão sendo realizadas por etapas. Ele disse que, até o momento, cerca de 300 pessoas foram exoneradas. O relato alerta ainda que pessoas qualificadas estão perdendo seus cargos e que não há gente sendo treinada para ocupar os postos de trabalho.

Para os servidores, o principal prejudicado é o cidadão, uma vez que a espera por um serviço passou de 20 minutos para até duas horas por serviços básicos. “Fora os serviços que deixaram de ser prestados”, informou a denúncia. Os servidores aguardam uma nova lista de exonerações, prevista para ser publicada nos próximos dias. Após essa nova leva de exonerações, o serviço tende a ficar ainda mais deficiente, concluiu o servidor. (Felipe Cardoso)