Vandalismo em Rio Verde é resultado do baixo efetivo da Guarda Municipal e do desleixo do prefeito Paulo Faria

O prefeito de Rio Verde, Paulo Faria (sem partido), soltou nota oficial afirmando que a destruição da decoração do parque do Lago Dona Gercina foi uma ação isolada de vandalismo e não teria relação alguma com a insegurança vivida pela população da cidade.

Tem sim, prefeito: o vandalismo registrado não é um ato isolado, a cidade enfrenta problemas graves de segurança e tudo isso também tem a ver com o baixo efetivo da Guarda Civil Municipal, cujo provimento de cargos por concursados foi deixado de lado para nomeação de apadrinhados políticos na chamada guarda patrimonial.

O prefeito largou na chapada os integrantes do cadastro de reserva do concurso da Guarda Civil Municipal (GCM), depois de prometer efetivá-los no mês de fevereiro passado. Mas não cumpriu a palavra.

O pior de toda essa história é que, no lugar deles, o prefeito nomeou irregularmente comissionados temporários – ou seja, servidores sem concurso e indicados mediante conchavos políticos – para os cargos de guarda patrimonial.

A nomeação dos comissionados ocorreu depois do curso de formação de três meses que a prefeitura bancou por R$ 150 mil para os integrantes do cadastro de reserva GCM.

O vandalismo registrado no Lago Dona Gercina é fruto da incúria administrativa e da má gestão do prefeito Paulo Faria.