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Liminar de STF parece só positiva, mas remédio será amargo para comissionados e efetivos.”Presente de grego”, diz jornal

O Jornal Opção ouviu um economista sobre a liminar do STF que permite o ingresso de Goiás no Regime de Recuperação Fiscal do governo federal. Veja o que ele disse: “Servidores efetivos não serão demitidos. Mas, para cumprir as novas regras, mesmo funcionários efetivos perderão gratificações e o governo terá de cortar horas extras. O Vapt-Vupt, onde trabalham muitos comissionados, deverá ser enxugado. Na prática, todo mundo terá de fazer reforma administrativa com o objetivo de reduzir a folha. O governo poderá, no lugar de abrir o capital, privatizar a Saneago e criar um programa de demissão voluntária. Então, num primeiro momento, a decisão de Gilmar Mendes pode até ser comemorada, mas o remédio será realmente amargo para o governo, que, tendo que tomar medidas impopulares, poderá ficar desgastado Trata-se de um intragável presente de grego”.