Moro chamou membros do MBL de ”tontos” e reclamou de ”lambança” da PF”

Segundo as duas publicações, uma das conversas entre Moro, juiz responsável pelos julgamentos da Lava-Jato, e Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação no Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, ocorreu na noite de 23 de março de 2016, quando um grupo ligado ao MBL em Porto Alegre foi até o prédio onde Zavascki tinha apartamento e pendurou faixas nas quais chamava o ministro do STF de “traidor” e “pelego do PT”. “Não sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio do ministro. Isso não ajuda evidentemente”, escreveu Moro a Dallagnol no aplicativo de mensagens Telegram, segundo as publicações.
Dallagnol teria então ponderado que não seria boa ideia tentar contato com o MBL e nenhuma medida foi tomada. Procurados agora pelas reportagens, Dallagnol não se manifestou e Moro disse que “sempre respeitou o MBL” e voltou a criticar o vazamento das mensagens, das quais “não confirma a autenticidade”.