CPI da Enel em Caldas (3): reclamações, reclamações e mais reclamações de moradores contra a empresa

Muitas reclamações contra a Enel na sessão da  CPI hoje em Caldas Novas.

O presidente da OAB/seção de Caldas Novas, Andrei Barbosa, disse que há falta de água em alguns bairros, provocando, segundo afirmou, pelo fornecimento inadequado de energia elétrica.  Outro ponto abordado pelos moradores e representantes no Legislativo foi o problema com queima de transformadores e a qualidade do serviço de atendimento da concessionária.

O ex-vereador Evandro da Cruz citou as reclamações dos produtores rurais, além da perda de alimentos em residências da cidade, pela falta do fornecimento de eletricidade. “Os produtores rurais se queixam, principalmente, dos canais de comunicação da Enel. O atendimento do 0800 desconhece os municípios da região”, ressaltou. Outra queixa é que a representação no município seria ineficaz, o que levaria moradores de Caldas Novas a buscarem atendimento na cidade vizinha. “Tudo o que é preciso só atendem em Morrinhos”, disse.

O empresário Daniel Pereira de Souza disse que nas escolas os aparelhos de ar condicionado instalados não funcionam por conta das falhas no fornecimento. Ele também frisou a dificuldade dos moradores que buscam ressarcimento por danos causados a aparelhos, além de problema no hospital da cidade, que possui equipamentos novos que não podem ser utilizados pela baixa qualidade da energia fornecida.

Falta de energia

José Pereira Junior, representante dos moradores do bairro Portal das Águas Quentes, afirmou que a população local sofre com o descaso do poder público. “O nosso bairro é próximo ao Centro, com 10% de atendimento de energia elétrica”, pontuou.

Adriana Martins contou possuir um multímetro em casa. O aparelho tem apontado constante oscilação, que varia entre 183 e 190 volts. Segundo ela, já perdeu as contas das vezes que perdeu alimentos por causa de problemas no fornecimento de energia pela Enel. “Mesmo assim, os funcionários tentam resolver”, disse. Com prejuízos que já ultrapassam R$ 700, a consumidora reiterou o esforço dos funcionários da empresa em busca de soluções para a oscilação.

Jorge Arnaldo de Paula, servidor público, salientou a importância da realização da audiência, mas afirmou a necessidade de realizar a reunião em horário mais propício para a participação dos moradores. “A maioria está no trabalho neste horário”, afirmou.