Presidente do Sindsaúde: “Caiado foi eleito para resolver o problema. Não se resolve a Saúde colocando o ônus no trabalhador e nas costas do cidadão”

Durante audiência pública na Assembleia, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores (as) do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Flaviana Alves, afirmou que representantes dos trabalhadores do Hugo se reuniram com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (Democratas) na manhã desta terça-feira, 17. “O governador foi eleito para resolver o problema. Não se resolve o problema na saúde colocando o ônus nas costas do trabalhador e, muito menos nas costas do cidadão que paga os seus impostos”, afirmou.

A carga horária dos enfermeiros e técnicos em enfermagem é de 12 horas trabalhadas e 48 de descanso. Os trabalhadores afirmam que além do aumento desta carga horária para 12 horas trabalhadas e 24 de descanso a nova OS que administrará o Hugo pretende reduzir os salários da classe. “Isso é um absurdo e intransponível. É preciso mais transparência nessa transição e mais segurança para o trabalhador”, explicou a presidente do Sindsaúde.

A audiência pública foi realizada nessa terça-feira, 17, no auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás.

Participaram da audiência pública a presidente do Sindicato dos Trabalhadores (as) do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO), Flaviana Alves, o diretor do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Ricardo Furtado, a presidente do Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) Dr. Franscine Leão, Wesley Franco, jurídico do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás e representante do Hugo, Gersica Sampaio.

Nova administração do Hugo

A Organização Social (OS) Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa e Tecnologia Inovação na Gestão Pública (INTS) foi a vencedora do processo de chamamento público do Governo de Goiás, para assumir a gestão do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

A INTS substituirá a OS Instituto Haver, que assumiu, em caráter de urgência, a administração do Instituto Gerir, após o Instituto Gerir alegar dificuldades financeiras e solicitar a rescisão do contrato com a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.