Farra com dinheiro público: Gracinha recebe R$ 19,1 mil para ‘representar Goiás e Caiado’ na canonização de irmã Dulce em Roma

Com o governo estadual reiterando a cada dia enormes dificuldades financeiras e cortando despesas para arcar com despesas básicas, como a folha de pagamento dos servidores, causa espanto a viagem da primeira-dama Gracinha Caiado a Roma entre os dias 9 e 16 outubro.

Gracinha embolsou R$ 19,1 mil reais de ajuda de custo para o périplo, justificado oficialmente para representar o estado de Goiás e o governador Ronaldo Caiado na cerimônia de canonização de irmã Dulce no Vaticano e em missão internacional das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Anote-se, inicialmente, que primeira-dama não ocupa cargo oficial no governo estadual. É presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e do Grupo Técnico Social de Goiás. Os cargos, porém, não são remunerados.

Em Roma, Gracinha representará Goiás e Caiado na missão internacional da FAO. Que sentido tem uma primeira-dama representar um governador numa missão na FAO? Que missão é essa que ninguém sabe para que vai servir? Se fosse importante, o próprio Caiado iria.

E a cerimônia a canonização de irmã Dulce. O que Goiás e Caiado têm a ver com a religiosa? Obviamente, nada, mas a Leoa do Palácio das Esmeraldas tem: ela é baiana como a freira e agora a primeira santa brasileira.

E essa é a verdadeira razão da viagem de Gracinha a Roma: ela vai ao Vaticano em viagem bancada com dinheiro público como devota de irmã Dulce, sua conterrânea da Bahia. Algo assim, digamos, como uma agenda de turismo religioso.

Com as sucessivas peripécias de Gracinha no governo, Caiado não precisa de oposição.